Quem acompanhou o coletivo do Uberaba Sport na manhã de ontem pôde perceber um técnico Michael Robin diferente. Beirando a apatia, o treinador pouco falou durante os trabalhos, conduzidos pelos auxiliares Erick Moura e Milagres. Questionado sobre as poucas palavras e a tristeza repentina, Robin declarou estar sentindo falta da esposa, com quem conversou ontem ao telefone, contribuindo para aumentar a sua agonia. “Essa vida de treinador não é fácil. De vez em quando, bate esta tristeza mesmo. Mas são apenas momentos, logo estarei bem novamente”, diz. Porém, além da saudade, Robin demonstra certa preocupação e ansiedade com a aproximação do Campeonato Mineiro. “Estou tentando fazer um bom trabalho. É muita preocupação”, revela, dizendo que o fato de precisar abrir mão de alguns atletas, impedindo que eles atuem nas partidas amistosas, deixa-o inquieto. “Não gosto de olhar no rosto do jogador e ver a tristeza por não ter sido relacionado. Isso me comove. É difícil, pois o grupo é grande”, completa. Contrastando com sua saudade, tristeza e agonia, Robin comemora o fato de poder utilizar o Uberabão na semana que vem. Já que o diretor do estádio, Marcelo Rossetti, liberou o campo para que o USC realize treinos táticos e coletivos até sábado, véspera da estreia da equipe. “Fiquei muito feliz, pois será bom para que os jogadores se adaptem ao gramado e ao tamanho do campo. Além disso, temos necessidade de realizar treinos táticos, que são escassos neste período de pré-temporada”, explica.