Repatriar o atacante Robinho, do Milan, da Itália, é a difícil missão do Santos. Mas na batalha para tornar real o sonho da torcida de ver novamente o Rei das Pedaladas ao lado de Neymar, reeditando a dupla formada em 2010, o clube conta com a vontade do ídolo, que revelou aceitar abrir mão de parte do salário para retornar à Vila Belmiro - inicialmente, sua pedida era de aproximadamente R$ 1,1 milhão livre de impostos. Coincidentemente, no início da manhã de ontem, o técnico Muricy Ramalho já havia dito que o atleta tinha de ceder, para ficar mais perto da Seleção. “Não tem nada fechado. Com o Santos é tranquilo, abro mão de uma parte do salário, mas com o Milan está difícil” afirma o craque.
A tarefa do Santos de repatriá-lo esbarra principalmente na alta pedida dos rossoneros: 10 milhões de euros (cerca de R$ 27 milhões). Na noite de sexta-feira, o assunto foi debatido em um jantar entre o vice-presidente do Peixe, Odílio Rodrigues, e o vice-presidente do Milan, Adriano Galliani, além de Alvaro de Souza, membro do Comitê de Gestão, entre outras pessoas, em São Paulo. E os santistas deixaram o encontro, pessimistas. “Discutimos valores, falamos de números, mas não encontramos um denominador comum. Nós achamos que as negociações ficaram muito difíceis. São valores altos para nossa realidade”, admitiu Odílio. A tentativa santista é reduzir o valor de R$ 27 milhões. Como clube de capital aberto, o Milan tem preço definido para cada um de seus atletas. Portanto, não pode vender Robinho por menos do montante estipulado. De qualquer forma, as conversas são para que o Peixe faça o pagamento parcelado - uma transferência com dinheiro à vista sequer é cogitada pelo Santos.