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Ex-goleiro, Ceni buscou qualificação fora do país e está convicto da ideia de ser técnico
Rogério Ceni está de volta ao clube em que se tornou um ícone. Agora, o ex-goleiro assume a função no comando técnico do São Paulo. Ceni assinou contrato de dois anos e começará a trabalhar mesmo no campo a partir de janeiro, durante a pré-temporada nos Estados Unidos com a disputa da Flórida Cup. Durante a entrevista de apresentação, ontem, no CT Tricolor, o técnico detalhou como foi seu processo de preparação até fechar com o Tricolor.
“Eu tive o segundo semestre fora. O primeiro aproveitei para descansar, acompanhar o São Paulo na Libertadores. E no segundo semestre fui para a Inglaterra. Passei vários dias, fazendo curso da federação. Minha intenção era fazer níveis mais avançados do curso, mas apareceu esse convite, essa oportunidade. E como conversei com o técnico do West Ham, Slaven Bilić, ele me dizia que a gente fica esperando uma oportunidade, e ela nem sempre acontece. E eu resolvi interromper os estudos para ser treinador”, disse Ceni.
Na coletiva, Rogério confirmou que trabalhará com dois profissionais estrangeiros em sua comissão técnica: o inglês Michael Beale, que era técnico do Sub-23 do Liverpool, e o francês Charles Hembert, especialista em logística, mas que num primeiro momento auxiliará Michael com o trabalho do campo por falar fluentemente o português. Ceni contou que o inglês já está fazendo aula de português para assumir suas funções no São Paulo.
Perfil. Como técnico, Ceni diz que sua personalidade permanece a mesma. “Sempre fui exigente comigo mesmo, antes de ser exigente com qualquer outro jogador. A alma precisa estar inserida dentro de cada profissional. Existe na grande maioria. Exista talvez um ou outro problema que foge do meu conhecimento, mas não tenha dúvida de que gostaria que todos pensassem o futebol como eu pensei. Se for necessário, vamos trabalhar isso”, concluiu.