Casares também deverá indenizar o São Paulo por eventuais danos ou prejuízos materiais (Foto/Rubens Chiri – SPFC)
Júlio Casares foi expulso do quadro associativo do São Paulo após votação encerrada nesta quinta-feira no Conselho Deliberativo, que aprovou a medida por 223 votos a cinco.
O ex-presidente passou nos últimos meses por um processo na Comissão de Ética do clube, que recomendou sua expulsão por gestão considerada temerária ou irregular. Casares também é investigado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público pelos mesmos motivos.
Presidente do São Paulo entre janeiro de 2021 e janeiro de 2026, Casares conquistou durante sua gestão a Copa do Brasil, o Campeonato Paulista e a Supercopa Rei. No início deste ano, sofreu impeachment e deixou o cargo.
RELATÓRIO APONTOU SAQUES E GASTOS
A Comissão de Ética decidiu por unanimidade recomendar a expulsão. O relatório apontou aproximadamente R$ 7 milhões em saques das contas do clube cuja documentação não permitia comprovar adequadamente origem, finalidade e destino.
Também foram citados gastos no cartão corporativo em estabelecimentos de luxo, restaurantes, charutaria, salões de beleza, despesas médicas, medicamentos pessoais e petshops. As despesas chegaram a R$ 1 milhão.
Casares devolveu R$ 560.401,74 ao São Paulo em novembro do ano passado, quando já era investigado pela Polícia Civil por possíveis irregularidades na gestão.
INDENIZAÇÃO AINDA SERÁ APURADA
A Comissão de Ética também recomendou que Casares indenize o São Paulo por eventuais danos ou prejuízos materiais causados ao clube. O valor ainda será apurado.
Durante o processo, o ex-presidente pediu o encerramento do procedimento na Comissão de Ética, mas a solicitação não foi aceita, e a expulsão acabou confirmada pelo Conselho Deliberativo.