Surpresa para alguns e nem tanto para outros, saída do diretor de futebol do USC, Ernani Nogueira, pode ser divisor de águas.
Surpresa para alguns e nem tanto para outros, a saída do diretor de futebol do Uberaba Sport, Ernani Nogueira, pode ser também o marco para o início de uma nova era dentro do clube. Poucas horas após sua saída repentina da direção colorada, Nogueira não fez questão de poupar críticas a Michael Robin, para ele, apenas um empresário. Afirmando não ter nada contra Robin, Nogueira acusou o treinador de falta de compromisso e seriedade com as decisões entre as duas partes. “Combinamos as coisas e após dez minutos ele esquece o acordo. Acertamos algo pela manhã e no período da tarde ele já muda tudo. Não posso ficar no USC vendo tantas coisas erradas, ao meu ver, e continuar. Sempre deixei clara ao Robin minha maneira de pensar”, afirmou Nogueira, esclarecendo não ter mais prazer em trabalhar no USC da forma como as coisas estão sendo conduzidas. “Se for para passar raiva, eu prefiro ficar em casa. Não sou de ficar batendo boca”, completou. Dizendo-se parceiro dos diretores e do presidente Luiz Humberto Borges, Nogueira garantiu ter conversado com o vice-presidente Roberto Geraldino e com os atletas trazidos por ele, Ernani. “Falei com todos e os deixei tranquilos. O acordo feito comigo será cumprido, mesmo eu não estando mais no clube. Estou do lado do Luiz Humberto e do USC”, revelou. Racha. Outra questão que ficou clara após as declarações de Nogueira é a real divisão do time, com os chamados “atletas do Robin” e os “atletas do USC”. Além dos atletas vindos por meio de Nogueira temerem a perda de espaço dentro do time, o ex-diretor revelou a proteção por parte do treinador aos jogadores contratados por meio da parceria. “O Robin não gosta que chamem a atenção dos jogadores dele. Em um treino, o Érick Moura chamou a atenção de um atleta e o Robin mandou ele não fazer isso. Sendo assim, o Érick sentou-se e não opinou mais durante o treinamento”, contou. Torcendo pelo sucesso da equipe no Campeonato Mineiro de 2009, Nogueira teme pela perda de tempo e trabalhos realizados. Entendendo que o trabalho físico feito até então já havia sido pouco, o ex-diretor lamenta o grande período em que os atletas ficarão parados. “O time precisava treinar até o dia 23. Pode não parecer, mas esses dias a mais fazem diferença. Porém, o Robin é quem decide tudo e eu percebi que o USC não precisava de um diretor de futebol. Por isso, saí”, concluiu.