Após três anos e quatro meses à frente do Nacional, Salem Ibrahim El Messih vai deixar a presidência do Alvinegro
Após três anos e quatro meses à frente do Nacional, Salem Ibrahim El Messih vai deixar a presidência do Alvinegro. Mandatário do clube no título da Terceirona de 2013 e do rebaixamento no Módulo II desse ano, Salem disse que não tem mais condições de seguir no clube. “Estou cansado. Mexer com futebol é muito difícil e se tivesse um grupo grande de pessoas trabalhando para ajudar o Nacional não seria tão complicado assim, mas somos poucos e isso cansa. Não é fácil fazer futebol, principalmente no interior porque é muito caro. Gosto muito do time, mas chegou a um ponto que eu não consigo mais. O meu coração me pede para continuar, mas com pouca condição é muito difícil”, disse o presidente. Salem declarou que assim que deixar definitivamente a presidência não pretende ajudar o clube de outra forma. Ele afirmou que apesar de seguir torcendo para que o Nacional possa se reerguer dentro de campo, não tem a intenção de participar da próxima ou de outras diretorias que sigam no comando do clube. No período em que esteve na presidência do clube, Salem afirma ter reduzido a dívida do clube, que era de cerca de R$ 1 milhão para aproximadamente R$ 200 mil. Agora ele deixa o Nacional nas mãos do Conselho Deliberativo, que terá 60 dias para convocar nova eleição. “Ainda não sei quem pode assumir. Pela ordem no Conselho seria Sultan Mattar, Fued Hueb e Paulo Prata, mas como não tenho visto o Sultan, vou entregar para o Fued, porque quando entrei ele foi uma das pessoas que me procuraram”, explicou Salem. Seu último ato como presidente do Nacional aconteceu ontem, quando ele e o presidente da Liga Uberabense de Futebol, Roberto Fernandes, estiveram em Belo Horizonte e elegeram por aclamação o advogado Castellar Modesto Guimarães Neto, da chapa Novos Tempos, como novo presidente da Federação Mineira de Futebol. Seu objetivo agora é ter mais tempo para cuidar de sua esposa e de suas filhas. “Família é a coisa mais importante que a gente tem. Ela me deu todo o apoio quando assumi a presidência. Uma de minhas filhas não queria que eu saísse, mas estou muito cansado”, completou Salem Ibrahim El Messih.