O clima hostil que o Santos enfrentou na derrota para o Bolívar, nesta quarta-feira, pelas oitavas de final da Copa Santander Libertadores, não ficará impune. É o que garante o presidente santista, Luís Álvaro de Oliveira Ribeiro, que promete acionar a Conmebol (organizadora do torneio) para tomar providências em torno da “guerra da Bolívia”, vivida por Neymar e todo elenco do Alvinegro. “Vamos protestar, isso é um absurdo! Mandaremos um ofício para Conmebol defendendo que diversos critérios precisam ser revistos em termos de segurança das equipes adversárias na Libertadores”, disse o mandatário.
Único a falar no desembarque, Neymar manteve o tom das reclamações que fez ainda no gramado do Estádio Hernando Silles. Ele foi alvo de banana, laranja, copos e até uma garrafa. “Essa guerra precisa acabar. Não é porque é Libertadores que as torcidas precisam continuar jogando coisas no gramado. Isso é muito perigoso. Atacaram coisas na minha boca, nos olhos. Fazer o quê?”, disse o jogador.
Apesar da derrota, Neymar está bastante confiante para a partida de volta, que será disputada daqui a duas semanas, no dia 10 de maio, às 19h30, na Vila Belmiro. Por causa do gol marcado fora de casa, o Peixe se classifica com uma vitória simples, por 1x0. “Foi um jogo ruim. Eu nunca gosto de perder, mas o gol que fizemos lá vai nos ajudar muito, na Vila Belmiro”, concluiu o camisa 11.