Terminou no último sábado o maior evento esportivo escolar de Minas Gerais realizado em Uberaba. Os Jogos Escolares de Minas Gerais deste ano envolveram mais de seis mil alunos, além de mais de mil dirigentes e árbitros que vieram de todo o estado.
De acordo com os números divulgados, Uberaba conquistou 87 medalhas, sendo 30 de ouro, 28 de prata e 29 de bronze. Destaque para a ginástica, modalidade que faturou 25 medalhas. Os atletas locais também subiram ao pódio na natação, atletismo, judô, badminton e bocha.
O secretário municipal de Esporte e Lazer, Luiz Medina, faz um balanço positivo da organização do evento. “Lógico que falhas ocorreram, mas recebemos elogios das federações, dirigentes e atletas visitantes, principalmente pela presteza com que os problemas foram solucionados e pela estrutura oferecida. Foi o maior evento esportivo de Minas em número de pessoas envolvidas. Isso nos deixa bastante felizes, pois foram quebrados vários recordes nestas disputas”, afirmou Medina.
Sobre a participação de Uberaba no Jemg, Medina diz que até superou as expectativas, pois não se esperava muito dos alunos locais. “Nós preparamos a competição e não os competidores como deveríamos. Mas, de modo geral, até superou nossas expectativas, como a ginástica que se destacou no número de medalhas conquistadas”, disse o secretário.
Segundo Medina, o Jemg mostrou que a Smel precisa investir mais em algumas modalidades. Ele ainda ressaltou que houve uma troca de informações com profissionais de outras delegações para entender de que forma Uberaba pode evoluir esportivamente em algumas modalidades.
Mas enquanto a organização do evento foi boa, assim como a participação dos atletas uberabenses, o handebol foi responsável por um WO. Os alunos do Colégio Nossa Senhora das Dores, que representavam Uberaba no Módulo I da competição, não apareceram para disputar a decisão do terceiro lugar contra o time da Escola Estadual Carlota de Andrade, de Itanhomi. Com isso, a equipe visitante ficou com a medalha de bronze.
Medina assumiu a culpa do fato. “Vem desde o ano passado. Deveríamos já na qualificação para os jogos, dar o mínimo de estrutura da Prefeitura para as escola parceiras, para chegarem na competição em um nível bom de execução, mas foi feito de última hora. Com relação específica do handebol, no dia do jogo final, a equipe da escola havia assumido um compromisso e não ficou resolvida a questão e demos o WO. Para o próximo ano, vamos elaborar uma cartilha de direitos e deveres da Prefeitura e da escola parceira. Isso não vai acontecer mais”, explicou Luiz Medina.