A seleção boliviana, rival do Brasil na abertura da Copa América, enfrentou uma semana irritadiça, às vésperas da estreia. Nos últimos trabalhos, a delegação passou por um problema com a estrutura encontrada e ainda sofreu com o corte de Rodrigo Ramallo, experiente atacante de 28 anos.
Na última terça (11), a delegação passou por um mal-estar com a organização da competição. O CT do São Paulo, campo credenciado para atividades, não estava com o principal vestiário disponível para o elenco, já que o clube tricolor também trabalhou no mesmo período.
O vestiário restante não comportava toda a estrutura levada pela seleção para o trabalho no centro de treinamento são-paulino. Assim, a equipe de logística boliviana e a organização da Copa América improvisaram um "puxadinho". No fim, os bolivianos sequer tomaram banho depois da atividade.
Porém, a situação mudou. O São Paulo antecipou a viagem para Belo Horizonte, onde enfrentou Atlético, e abriu espaço para a Bolívia ter toda a estrutura do CT à disposição. O vestiário principal foi liberado e amenizou a irritação do dia anterior - o técnico Eduardo Villegas era um dos mais indignados, conforme relatos de pessoas da delegação ao UOL Esporte.
"A verdade é que estamos focados no que será a partida, uma estreia para muitos em Copa América. Agora é mentalizar no rival, é um jogo duro, mas lindo de se jogar. É isso", discursou o goleiro Carlos Lampe, uma das referências da equipe boliviana no Brasil.