Depois de avisar ao Shandong Luneng (CHN) que não negociaria Dudu, o Palmeiras segue em conversas com o clube chinês
Foto/divulgação
Róger Guedes é um dos destaques na boa campanha do Atlético-MG no Brasileirão
Depois de avisar ao Shandong Luneng (CHN) que não negociaria Dudu, o Palmeiras segue em conversas com o clube chinês, mas para vender outro atacante: Róger Guedes. Ele está emprestado ao Atlético-MG e sua saída para a Ásia tem de ser definida até esta sexta, quando fecha a janela de transferências para o futebol chinês.
O Shandong é o terceiro interessado no jogador, já antes disputado por Porto (POR) e times da Arábia Saudita. Os chineses ainda não chegaram ao valor desejado, mas as conversas giram em torno dos 9 milhões de euros (R$ 40,7 milhões).
A negociação é complexa, pois envolve três clubes brasileiros: o Palmeiras, com quem Guedes tem contrato até março de 2021, o Criciúma, dono de 75% de seus direitos econômicos, e o próprio Atlético-MG, que havia acertado o empréstimo do atacante até dezembro.
O Galo até poderia tentar igualar a oferta, mas os números estão bem acima dos praticados no Brasil. O time mineiro tem direito a uma pequena fatia como vitrine em uma venda, e isto também está em pauta. É possível que o Atlético receba uma remuneração maior do que a prevista por ter colocado o jogador em destaque - ele é o artilheiro do Brasileiro com nove gols.
O Palmeiras comprou 25% dos direitos econômicos de Róger Guedes por R$ 2,5 milhões, em 2016. Paulo Nobre, presidente do clube na ocasião, aportou todo o valor e tem direito a receber exatamente esta quantia quando o atleta for vendido. Havia uma cláusula que dava ao Verdão a preferência para comprar outros 25% dos direitos por R$ 5 milhões, mas o clube preferiu não exercê-la e o Criciúma segue dono de 75%. Apesar da divisão dos percentuais, os clubes podem negociar entre si uma divisão diferente nos valores de transferência.