A final impossível. Enquanto em decisões normais de campeonatos de futebol a tensão está no placar, nos avanços e falhas de cada equipe, a partida que definiria o vencedor da Copa Libertadores de 2018, entre Boca e River Plate, teve a atenção voltada para cartolas, árbitros e políticos, que decidiriam se o confronto ocorreria ou não.
Para o espanto de torcedores, jornalistas e comentaristas, pela terceira vez ela foi adiada - o primeiro jogo, que terminou em empate (2 a 2), já havia sido postergado um dia, por conta da chuva que havia castigado o gramado da Bombonera.
Agora, o destino dessa final que parece assombrada se decidirá numa reunião nesta terça-feira (27), entre os dirigentes dos dois times e a Conmebol. Várias alternativas foram vazadas para a imprensa durante o dia, mas nenhuma delas confirmada. Entre elas, a de que se jogaria em outra cidade da Argentina, uma vez que Buenos Aires será palco da Cúpula do G20 na próxima semana, ou mesmo que se jogasse pouco antes de começar o Mundial de Clubes da Fifa, que começa em 12 de dezembro. O River defende jogar no sábado, dia 8, mas será preciso convencer o Boca.
Até agora, as posições dos dois presidentes são opostas. Daniel Angelici, do Boca, afirmou que não espera "uma remarcação da data, fizemos um pedido pelos pontos da partida, como foi feito contra o Boca em 2015".