Jogo foi comemorado com uma farra de gols em Porto Alegre
Na primeira versão da seleção brasileira definitivamente sem Neymar, o saldo foi um passeio diante da fraca Honduras, no Beira-Rio, em Porto Alegre, neste domingo (09). A goleada por 7 a 0 não pode ser motivo para euforia excessiva, diante da debilidade do oponente — que ficou com um a menos desde o primeiro tempo. Mas aponta uma postura corajosa da seleção brasileira, que não tirou o pé do acelerador e construiu um placar muito elástico.
O próximo desafio já será com a pressão de corresponder à expectativa pela condição de anfitrião da Copa América: sexta-feira, às 21h30, no Morumbi, em São Paulo.
O Brasil procurou o gol desde o início, colocando Honduras na parede. A contribuição ofensiva de Daniel Alves mais uma vez fez a diferença. Na jogada do primeiro gol, foi ele quem serviu Gabriel Jesus, após boa combinação com Richarlison. Esse lado direito já tinha se mostrado eficaz contra o Qatar.
A atuação coletiva diante de Honduras foi irreparável. Mas quem mais se destacou nesse passeio brasileiro foi Gabriel Jesus, com dois gols. O atacante coloca uma pontinha de dúvida na cabeça de Tite em relação à titularidade, já que o treinador começou a preparação vendo Firmino como dono da posição. Gabriel já chegou ao terceiro jogo seguido balançando as redes pela seleção — ele fez dois contra a República Tcheca e um contra o Qatar.
O camisa 9 fez parte de uma engrenagem ofensiva muito dinâmica, cujos integrantes mostraram muita desenvoltura e nem sentiram falta de Neymar.
Tite não escondia a felicidade à beira do campo. O segundo gol contribuiu para justificar a postura. Thiago Silva aumentou a contagem em um lance muito trabalhado pela comissão técnica: nas bolas paradas, o zagueiro ataca o primeiro poste e chega como uma flecha. Funcionou na Copa, contra a Sérvia, quase deu certo contra a Bélgica e voltou dar frutos diante de Honduras.
*Com informações de O Globo