Segundo a coordenadora geral do Sint-Med, Mirtes Reis, será realizada na semana que vem uma assembleia geral...
Coordenadora do Sint-Med, Mirtes Reis, programa assembleia geral para discutir a pauta de reivindicações deste ano
Servidores federais ameaçam entrar em greve geral. No ano passado, a categoria não conseguiu avanços durante as negociações com o Governo Federal e, para este ano, os representantes do serviço público já estão irredutíveis. Porém, os sindicalistas já anunciaram que se não houver avanços é possível que a partir de maio deste ano seja realizada greve geral.
Segundo a coordenadora geral do Sint-Med, Mirtes Reis, será realizada na semana que vem uma assembleia geral para discutir a pauta de reivindicações deste ano. Ainda no encontro serão escolhidos os delegados que irão representar Uberaba no congresso da Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores das Universidades Públicas Brasileiras (Fasubra), que será realizado entre os dias 10 a 15 de abril, quando as reivindicações de cada região serão levadas, discutidas e unificadas para encaminhar ao governo.
“A nossa campanha tem como foco o servidor valorizad serviço público de qualidade. Estamos reivindicando a definição de data-base para o dia primeiro de maio, política salarial permanente com recomposição inflacionária e valorização dos salários com incorporação das gratificações. Estamos pedindo também reajustes dos benefícios, como ticket-alimentação que está congelado há cerca de cinco anos”, explica Mirtes, ressaltando que este ano a categoria não estabeleceu o percentual do reajuste salarial, pois primeiro aguarda a proposta do governo para depois reivindicar aumentos.
No ano passado os resultados não foram bons. De acordo com Rolando Rubens Malvazio Junior, coordenador geral da Fasubra, o governo somente concedeu reajustes para os docentes das universidades e para os funcionários do INSS e alguns da área da saúde, sendo que 90% dos servidores federais, de todos os ministérios, não tiveram reajustes. “Na semana passada nós recomeçamos as negociações com governo. Apresentamos uma pauta de sete itens e as negociações foram difíceis. O governo está novamente acenando que não tem como aumentar o salário de todo funcionalismo público, apenas parte dele. As negociações começaram, mas se não tiver avanços, é provável que a partir de maio tenha uma greve geral da categoria, fato que não acontece há anos”, afirma.