Após o término do Campeonato Mineiro, o Uberaba Sport esboçou um planejamento visando o segundo semestre de suas atividades. Sem campo para treinar e com estrutura amadora no estadual, o Colorado esteve próximo de anunciar parceria com o Sest-Senat - Serviço Social de Transporte e Serviço Nacional de Aprendizagem do Transporte. No entanto, naquela ocasião, o acordo não foi concretizado porque o diretor de Futebol, Ernani Nogueira, achou imprópria a dimensão do campo de treinamento.
Seis meses depois desta versão, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Antônio Luiz da Silva apresentou outro motivo que atrapalharam as negociações. “Mesmo o Ernani não aprovando o Sest-Senat, não foi a questão financeira o maior problema. Esta situação não se levou à diante porque a diretoria nacional do Sest-Senat não havia aprovado a parceria naquela ocasião”, explicou Antonio Luiz no Programa JM Esportes - 1º Tempo, de ontem.
Por outro lado, a coordenadora de Promoção Social do Sest-Senat, Tatiana Martins Borges, apresentou outra versão. “Primeiro quero deixar claro que não tivemos nenhum desentendimento com a diretoria do Uberaba Sport. Eles nos trataram superbem e foram cordiais, mas o acordo não foi feito porque não chegamos a um denominador comum entre as diretorias. Não houve nada específico e, também, nenhuma situação em que a diretoria nacional da nossa entidade desaprovasse a parceria”, revelou a coordenadora.
Solução. Indagada se as negociações poderiam ser reabertas, Tatiana mostrou-se bem disposta. “Não dá pra gente traçar um plano sobre quando isso pode acontecer, mas é claro que podemos conversar novamente com o Uberaba e traçar metas para o futuro”, explicou.
O Sest-Senat oferece infraestrutura ao usuário do transporte terrestre, contando com campo de futebol, duas quadras, academia de ginástica e musculação, sala de fisioterapia, vestiários, piscina e hidromassagem, além de atendimento psicológico e odontológico. Todos esses equipamentos estariam disponíveis para os atletas e integrantes da comissão técnica do USC. A reportagem apurou que o Colorado teria um custo mensal inferior a R$ 10 mil.