Estão programadas para a tarde de hoje, às 16h30 (de Brasília), em Zurique, na Suíça, as eleições para a presidência da Fifa
Estão programadas para a tarde de hoje, às 16h30 (horário de Brasília), em Zurique, na Suíça, as eleições para a presidência da Federação Internacional de Futebol e Associados (Fifa). O atual mandatário, Joseph Blatter, de 79 anos, busca sua quinta reeleição. Entretanto, o suíço terá dificuldades, pois enfrenta enorme pressão por conta do escândalo de corrupção revelado essa semana.
A credibilidade da entidade máxima de futebol entrou em cheque pela imprensa mundial e pelos principais patrocinadores da Copa do Mundo. Entre as reações chamaram a atenção os comunicados dos patrocinadores da entidade, da Copa do Mundo e de federações, como Adidas, Nike, Coca-Cola, McDonald's e Budweiser, que acompanham com atenção as notícias da Suíça e dos Estados Unidos.
"O McDonald's leva muito a sério as questões de ética e corrupção", afirmou a empresa em uma nota oficial, na qual afirma que está em contato com a Fifa e monitora a situação. A operadora de cartões de crédito Visa chegou a ameaçar com o rompimento das relações, ao explicar que informou a Fifa sobre uma "reavaliação do patrocínio" caso não ocorram mudanças e citou sua "profunda decepção e preocupação".
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, e a Federação inglesa insistiram que Blatter deve renunciar após as denúncias de corrupção contra vários dirigentes da entidade. Um político que saiu em apoio a Blatter foi o russo Vladimir Putin, presidente do país que será a sede da Copa do Mundo de 2018 e que acusou os Estados Unidos de tentativa de impedir a reeleição do suíço.
Blatter se defendeu. “Continuaremos a trabalhar com as autoridades competentes e vamos nos esforçar para erradicar, com vigor, qualquer comportamento inapropriado, para reconquistar a confiança do torcedor. Foi um dia difícil para o futebol, os torcedores e a Fifa”, disse, em nota.
Concorrência. Blatter enfrenta, nas eleições, o príncipe jordaniano Ali Bin Al-Hussein, de 39 anos, meio-irmão do rei Abdullah II da Jordânia. Ali foi um dos primeiros a pedir divulgação do relatório do escândalo de corrupção da Fifa.