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Técnico Gustavo Rodrigues foi demitido do Social devido à falta de recursos financeiros
O Social de Coronel Fabriciano vive uma fase difícil nos bastidores. Sem dinheiro, o clube precisou demitir o técnico Gustavo Rodrigues, na terça-feira, por não ter recursos financeiros suficientes para arcar com todas as despesas. Agora, quem assume o comando da equipe é Roberto Carlos. Ele é auxiliar-técnico do clube, e vai treinar o time no restante do Módulo ll do Campeonato Mineiro.
No Estadual, o time é vice-líder do Grupo B, com 10 pontos, e possui grandes chances de se classificar para a fase Hexagonal da competição. Nem mesmo a boa fase no Mineiro e o ótimo trabalho realizado por Gustavo Rodrigues impediram que o técnico fosse demitido.
Novo presidente do Social, Antônio Eugênio iniciou no cargo neste mês, devido ao afastamento de Djalma Freitas, por recomendações médicas. Após assumir a presidência, Antônio se deparou com uma situação financeira complicada. “Quando virei presidente, vi que a situação financeira estava apertada. Tivemos que reduzir as despesas, e como temos um treinador auxiliar fixo, resolvemos promovê-lo a técnico oficial. O Gustavo é uma pessoa muito boa, mas não tínhamos outra saída”, lamentou Antônio Eugênio.
Gustavo Rodrigues, que estava no comando do Social desde o início deste ano, disse ter ficado triste com a decisão da diretoria, mas entende que o clube precisa cortar gastos para cumprir com suas obrigações. “Claro que a gente fica chateado (com a demissão). Iniciamos o trabalho, demos uma cara ao time, estávamos brigando pela classificação. Fico triste, tínhamos condição de brigar pelo título do Módulo ll”, disse o ex-técnico do Social.
Com prejuízo em todas as partidas do Estadual, o clube não possui dinheiro nem para pagar as despesas à Federação Mineira de Futebol. Segundo o artigo 40 do regulamento do Campeonato Mineiro, a entidade recebe 10% da renda bruta de cada partida. “Não temos condições nem de pagar a Federação. A renda das partidas não é suficiente, toda a partida é deficitária. Eles (FMF) cobram muito caro e esse dinheiro faz muita falta”, afirmou.