Os movimentos eram em ondas, compassados, vinham e voltavam no ritmo que contagiava pela alegria e espontaneidade. A dança era feita por...
Os movimentos eram em ondas, compassados, vinham e voltavam no ritmo que contagiava pela alegria e espontaneidade. A dança era feita por centenas de moradores de uma comunidade negra que fica nos arredores do estádio, na localidade de Mangaung, uma espécie de distrito de Bloemfontein. Antes de começar o treino, eles eram poucos, mas logo os sul-africanos formavam uma pequena multidão na parte da arquibancada atrás de uma baliza do Seisa Ramabodu Stadium, no treino da Seleção Brasileira de Futebol realizado ontem. Ainda dentro do vestiário, enquanto os jogadores se aprontavam, já dava para ouvir o canto em bom som. Luís Fabiano logo saiu para ver o que estava acontecendo, e os jogadores, surpresos com a recepção, entraram em campo aplaudindo, em um gesto de retribuição. Na metade do campo, os jogadores que não começaram atuando contra o Paraguai faziam um trabalho técnico. A cada drible - muito mais do que nos gols marcados - as pessoas vibravam, sem deixar de entoar os cantos. O treino ocorreu com os portões abertos. Os titulares correram em volta do campo, cansados da viagem de cerca de 11 horas e meia, do Recife até a cidade africana, na véspera. E os reservas fizeram um treino recreativo e técnico. Mas na maior parte do tempo, as dezenas de câmeras estavam viradas para os torcedores, que não paravam de cantar e pular. Musculatura. Na tarde de ontem os jogadores da seleção brasileira foram submetidos ao exame de CPK, no Bloem Spa Hotel, em Bloemfontein. O exame de CPK (enzima do músculo), é feito com o objetivo de analisar o desgaste muscular, através de uma pequena amostra de sangue, e foi realizado sob a assistência do médico Serafim Borges. O preparador físico Fábio Mahseredjian ajudou o médico no procedimento.