O Fluminense perdeu a chance de derrotar o líder do Campeonato Brasileiro no último domingo. Jogando em casa, o Tricolor empatou sem gols com o Atlético-MG. Mas o resultado teria sido diferente se o trio de arbitragem não tivesse anulado de maneira equivocada um gol de Fred aos 42 minutos do segundo tempo. Atendendo a um aceno do assistente Vicente Romano Neto, o árbitro Rodrigo Braghetto anulou o tento marcando um impedimento inexistente. O fato gerou muita reclamação por parte do Tricolor, o que acabou prejudicando a equipe no STJD.
Isso porque Rodrigo Braghetto, árbitro da partida, registrou na súmula a invasão de campo e as ofensas do roupeiro do Flu, Denilson Silva, ao bandeira Vicente Romano Neto logo após a partida. O documento foi divulgado ontem e mostra ainda que o Fluminense se negou a identificar o seu funcionário para o registro do incidente.
Braghetto informou na súmula que, logo após a partida, “um funcionário da equipe do Fluminense” saiu da área de acesso ao vestiário e partiu em direção a Romano. Relatou também que o funcionário tentou agredir o bandeira, mas foi contido por policiais.
O juiz declarou ainda que foi arremessado um copo com água da arquibancada na direção do sexteto de arbitragem, mas que até então não foi fornecida a identificação do torcedor. Por conta de toda esta confusão, o Fluminense poderá ser punido com a perda de mando de campo no Campeonato Brasileiro.
A diretoria do Flu prepara uma representação contra a arbitragem, que será impetrada na CBF. “Estamos preparando uma representação na CBF, pois esse trio de arbitragem não tinha a menor condição de trabalhar em um jogo entre o líder do Campeonato Brasileiro e outro que pretende lutar pelo título. Logicamente que vamos acatar a decisão que a CBF e a Comissão Nacional de Árbitros tomarem, mas eu não gostaria de vê-los trabalhando em outros jogos do Fluminense na temporada”, disse Sandro Lima, vice-presidente de Futebol.