ESPORTE

Técnico suspeitava da presença de espião do Guarani em Uberaba

Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 17/12/2022 às 04:27
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Minutos depois de ser demitido do cargo de treinador do Uberaba Sport, o técnico Michael Robin, ainda abalado, falou ao Jornal da Manhã, dando sua visão sobre os fatos ocorridos na tarde de ontem.   De acordo com Robin, o presidente do clube, Luiz Humberto Borges, o diretor de futebol Ernani Nogueira e Miguel Mesquita, também diretor do USC, teriam argumentado que sua demissão se deu por conta do coletivo de ontem, quando o treinador optou por fazer vários testes na equipe. “Segundo eles, a torcida não gostou do treino. Nunca ouvi isso na minha vida. Estou muito abalado. Mas, se eles preferem assim, eu deixo o USC. Infelizmente, pois iríamos longe”, disparou.   Sobre sua opção de fazer várias alterações e mudar a equipe titular, ontem, véspera do jogo e último coletivo antes de enfrentar o Guarani, em Divinópolis, Robin explicou afirmando temer a presença de um espião da equipe adversária no Uberabão. “Treinador inteligente não divulga escalação assim, de graça. Eu não sabia se tinha um olheiro deles aqui, nos observando. Tudo o que eu fiz hoje [ontem] era para confundir este possível espião. Era uma tática, pois eu entraria com o mesmo time que iniciou o jogo contra o Ituiutaba”, disse.   Conspiração. Na visão do treinador, Ernani, que segundo ele, não era a favor da parceria desde o início, conspirou a favor de sua saída. Robin lembra que as coisas estavam calmas no clube até ontem, quando Nogueira sugeriu uma escalação e o técnico não concordou em acatá-la. “Enquanto eu estava fazendo tudo o que ele queria, estava tudo bom. Agora, a coisa já mudou. O Ernani comanda o USC e também a torcida, que é ingênua. Ele armou e mandou a torcida me xingar hoje [ontem], e eles xingaram, pediram minha saída”, declarou, lamentando também a saída do auxiliar técnico Milagres. “Como o clube pode mandar um profissional do nível do Milagres embora?”, questionou.   A confusão com os jogadores no coletivo de ontem, para Robin, também faz parte da conspiração para tirá-lo do cargo de treinador do USC. “O Lailson já sabia que seria o titular e eu apenas testaria o David. Mas, mesmo assim me chamou de palhaço, hoje [ontem]. O Balduino estava nervoso e bateu em todo mundo durante o treinamento. E o Glauco disse que iria me agredir. Já o Vacaria me cobrou a titularidade em pleno treinamento. Ou seja, são jogadores trazidos pelo Ernani. São todos amigos dele. Precisa explicar mais alguma coisa?”, salientou.   Absolvido. Luiz Humberto Borges, presidente do USC, foi o único merecedor dos elogios de Robin, e também o único a ser poupado de suas críticas. Dizendo que Borges é a pessoa mais séria do clube, representando bem o nome do USC, Robin lamentou a pressão sofrida pelo dirigente. “Ele está em uma posição muito difícil. Mas, sempre foi muito correto comigo. Mesmo triste, eu preciso entender que a vida de treinador de futebol é muito ingrata e a gente nunca sabe o dia de amanhã”, ressaltou.   Contrato. Procurando deixar os torcedores do USC mais calmos, Robin garantiu a permanência de todos os atletas vindos por meio da parceria entre o clube e a empresa WMS Sport’s. “Todos são federados junto ao USC. O contrato é com o time e não comigo. Eu estou saindo porque fui demitido, mas eles ficam até o final dos seus devidos contratos”, encerrou Robin.

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