Nos bancos de reservas, os protocolos da CBF indicam que os técnicos vão usar máscaras, assim como todos os profissionais que estiverem dentro de campo
Por Leandro Silveira
Foto/reprodução
Dentro do grupo de risco, por ter 67 anos, Luxemburgo destaca que a preocupação não deveria ser apenas com idosos. “tem muita gente nova morrendo por aí”
Com o passar do tempo, os técnicos começaram a dividir o protagonismo no futebol com os jogadores. Continuará sendo assim quando as partidas forem retomadas no Brasil, mas não apenas pelo aspecto esportivo. Apenas na Série A do Campeonato Brasileiro, são cinco técnicos com ao menos 60 anos, idade que baseia a composição inicial dos grupos de risco. São eles: os estrangeiros Jesualdo Ferreira, Jorge Jesus e Jorge Sampaoli, além de Vanderlei Luxemburgo e Paulo Autuori. Há exemplos em outros campeonatos, como Geninho, à frente do Vitória, com 71 anos.
Os protocolos de segurança para a volta do futebol indicam que todos os envolvidos nas partidas vão passar por testes contra o coronavírus para que estejam aptos a jogar e treinar. E os exames para profissionais do grupo de risco deverão ser mais rigorosos e frequentes, como detalha Moisés Cohen, presidente da comissão da Federação Paulista de Futebol.
Nos bancos de reservas, os protocolos da CBF e das federações estaduais indicam que os técnicos vão usar máscaras, assim como todos os profissionais que não estiverem dentro de campo. "Todos serão orientados a usar máscara, com exceção de quem estiver dentro das quatro linhas: jogadores, árbitros e assistentes", explica Jorge Pagura, presidente da comissão de médicos da CBF.
O cenário também se complica em caso de viagens. É possível que haja a recomendação de que profissionais do grupo de risco não façam deslocamentos, especialmente os aéreos, o que deverá ser avaliado a partir do cenário de contaminação de cada cidade. Assim, o trabalho com os times poderia ser remoto.