Testemunha do assassinato de Daniel, a adolescente que chegou a beijar o jogador durante a festa que culminou no crime, teme vingança dos suspeitos
Testemunha do assassinato de Daniel, a adolescente que chegou a beijar o jogador durante a festa que culminou no crime, teme vingança dos suspeitos. A jovem apontou em seu depoimento a participação de um dos irmãos gêmeos Purkote - ontem, um deles, Eduardo, foi preso - no homicídio, pegando a faca que viria a ser utilizada depois.
"Ela está extremamente abalada, à base de remédios. A família inteira está abalada, já que nunca nenhum dos seus familiares passou por algo semelhante. Não é fácil apontar um dos irmãos conhecidos na cidade. Ela não foi ameaçada, mas está com medo de vingança por parte de um dos indiciados" disse à reportagem o advogado da testemunha, Luis Roberto Zagonel.
Em seu primeiro depoimento, Eduardo Purkote negou qualquer participação no crime. Nesta sexta, seu advogado voltou a negar os depoimentos de testemunhas que afirmam que o suspeito teria agredido Daniel, pegado a arma do crime e destruído o celular do jogador.
Zagonel, entretanto, rebate a versão. "É importante salientar que quem fala primeiro da participação do menino (Purkote) não é ela (testemunha), quem fala primeiro é o próprio Juninho (Edison Brittes, principal autor do crime). Outra testemunha também fala da participação do Purkote, já havia no inquérito a participação dele, ela traz elementos fortes".
A testemunha em questão teria auxiliado na limpeza da casa de Edison Brittes depois do crime, e ainda cozinhado. Seu advogado justifica os atos.