ESPORTE

Tite adota mistério sobre o substituto de Gabriel Jesus para o jogo de hoje a noite

Agência Estado
Publicado em 05/07/2021 às 08:08Atualizado em 18/12/2022 às 15:09
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Foto/Arquivo

Bem ao seu estilo, o técnico Tite resolveu adotar o clima de mistério na escalação da Seleção Brasileira para a partida de logo mais contra o Peru. Sendo assim, ele avisou que levará para o vestiário a dúvida sobre o substituto de Gabriel Jesus (FOTO ACIMA)

"Vamos ter composição com dois articuladores e dois médios. Essa é a ideia. Se ele é de lado, de centro, não vou falar porque é estratégia nossa. O que é mais importante é enaltecer o trabalho dessa equipe toda", disse o treinador da seleção. "A dúvida é pela qualidade dos atletas", completou.

A tendência natural, pelo bom futebol demonstrado contra o Chile, nas quartas de final, é que o meia Lucas Paquetá entre na vaga de Gabriel Jesus, com Neymar, Roberto Firmino e Richarlison formando o tripé ofensivo. "Gosto de quem joga bem", afirmou Tite ao ser questionado sobre a chance de escalar o jogador do Lyon, da França. "Não há preferências na Seleção", emendou.

Tite também não deve contar com o lateral-esquerdo Alex Sandro, que se recupera de uma lesão muscular na coxa esquerda e não treinou em campo neste domingo. Na estratégia de esconder a escalação, o técnico também falou de outras possibilidades na escalação, citando nomes como Everton Cebolinha, Fabinho, Douglas Luiz e até a fartura na zaga com Thiago Silva, Marquinhos e Éder Militão. "É um leque de opções", avisou.

"Tem o Everton, um pouco mais de força e imposição de chegada você tem o Paquetá. Fabinho e Casemiro, se quer um jogador com rodinhas você tem Fred, Douglas. Criar essas possibilidades é como vejo a equipe se fortalecer. Para usar alguns exemplos das variações em termos de escalaçã tenho três zagueiros jogando muito. Militão jogando muito, Thiago, Marquinhos. Você tem um leque de opções, que nesse momento é fundamental à preparação de toda equipe e esses jogadores que têm feito muita diferença quando entram", comentou.

Tite e o auxiliar Cleber Xavier fizeram breve retrospectiva dos últimos confrontos contra o Peru. Foram seis desde que a comissão técnica assumiu a seleção em 2016, com cinco vitórias brasileiras e uma peruana (em um amistoso nos Estados Unidos).

"As duas equipes têm tradição de enfrentamento. Fizemos final, fase de grupos, Eliminatórias. Mas termina qualquer observação a partir daí, de prognóstico. Tudo é diferente, realidades, equipes, jogo 'mata', nível de exigência muito alto. Jogar melhor para passar, isso que queremos e o Peru também", disse o técnico da seleção.

"Foram jogos muito difíceis, com exceção do primeiro jogo de 2019. Esse (último) foi 4 a 0, mas foi muito duro. Gols que deram o placar elástico foram no final. A gente conhece a seleção do Peru, eles nos conhecem. Trabalhamos hoje o último treinamento, com nossas estratégias ofensivas e defensivas. Eles perdem um jogador importante como o Carrillo, ganham outros como Peña e Lapadula. Mantêm jogadores experientes como Trauco, Yotún, Cueva. Equipe agressiva, com marcação média muito forte", afirmou Cleber Xavier.

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