Walter Feldman, secretário-geral da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), informou ontem que Tite deve ser apresentado hoje, oficialmente, como novo técnico da Seleção Brasileira. “Ontem (quarta) à noite houve contato com o Tite, marcamos um encontro. Tudo indica que ele deve estar amanhã (hoje) na CBF para formalizar. Não temos acertado o horário ainda”, explicou o dirigente, em entrevista à Rádio Bandeirantes.
Informações de bastidores indicam que o treinador ainda discute as bases salariais dele e de toda a comissão técnica. Segundo o jornal Folha de São Paulo, o salário de Tite deverá ser quase o mesmo de Dunga, aproximadamente R$ 600 mil. Um impasse nesse quesito pode adiar a apresentação do novo comando brasileiro. Até o fechamento desta edição, Tite não se pronunciou oficialmente como técnico da Seleção e nenhum acerto financeiro foi formalizado.
O ex-corintiano havia estabelecido algumas condições para assumir a Seleção. A primeira era a recusa em negociar com a CBF caso Dunga ainda estivesse empregado. Após o fracasso na fase de grupos da Copa América Centenário, o ex-capitão da Seleção se reuniu com Del Nero na tarde de terça-feira e ouviu que os seus serviços não eram mais necessários. O anúncio de Tite na Seleção ficou a cargo do presidente do Timão, Roberto de Andrade, na quarta-feira à noite.
A missão de Tite será reerguer um Brasil marcado pelo vexame do 7 a 1 e que ainda não recuperou a estima do torcedor. Com Dunga, a Seleção passou vergonha nas duas últimas edições da Copa América. Nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, o Brasil está com nove pontos – a quatro do líder Uruguai – e ocupa a 6ª posição, fora da zona de classificação.