O técnico Tite está precavido para qualquer eventualidade que possa ocorrer no Mundial de Clubes, no Japão. Nem mesmo a possibilidade de uma surpresa na semifinal da competição tira o sono do comandante. Na segunda-feira, horas antes do embarque para a disputa, Tite descartou temer um possível Mazembe na vida do Timão – a equipe do Congo eliminou o Internacional da decisão em 2010, algo inédito no Mundial. Neste ano, o Corinthians tem três possibilidades de adversários na semifinal: Sanfrecce Hiroshima, campeão japonês, Al-Ahly, do Egito, campeão africano, e o Auckland City, da Nova Zelândia, representante da Oceania. “Se eu tivesse medo de alguma coisa, não seria técnico de futebol. Você fica exposto a vitórias e derrotas, por várias vezes você é o cara que... (ganha ou perde)” disse Tite, encerrando o assunto.
Cuidadoso, Tite tem análises profundas de pelo menos dois dos três possíveis adversários na semifinal. Apenas o Auckland City não é tão conhecido pelo técnico. O Hiroshima joga num 3-6-1, com dois alas espetados que voltam para marcar. São bons na transição de velocidade. O Al-Ahly tem duas linhas de quatro, com mais dois atacantes. É um time de força, de imposição. Já sobre o Auckland, as informações são poucas, o técnico terá mais tempo quando chegar ao Japão.
Se passar pela semifinal, o Corinthians espera uma decisão contra o Chelsea. Outros concorrentes do outro lado da chave são o Monterrey, do México, e o Ulsan Hyundai, da Coreia do Sul. O elenco do Timão chega ao Japão na madrugada de quinta-feira, após uma escala com treinamento em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.