O clima do clássico entre Palmeiras e Corinthians, no Pacaembu, domingo, pelas semifinais do Paulistão, começou a esquentar fora de campo. Ontem, em entrevista coletiva no CT Joaquim Grava, o treinador corintiano, Tite, esquivou-se de todas as perguntas relacionadas a Luiz Felipe Scolari, técnico do Verdão, e mostrou ressentimento por polêmicas passadas.
O possível conflito teve início antes do clássico da primeira fase. Tite estava ameaçado de demissão por conta da eliminação na Taça Libertadores para o Tolima-COL. Felipão declarou que aceitaria até perder para o Timão para salvar o emprego do treinador, por considerar injusta a queda dele ser relacionada apenas aos duelos com os colombianos. O comandante corintiano não aprovou os comentários.
“Estou focado no trabalho para o confronto de domingo, temos responsabilidade, pela grandeza do clube, para que o Corinthians possa ainda ser o melhor”, esquivou-se Tite, quando questionado sobre a relação com Felipão, desde a declaração.
Ainda em 2010, Tite assistiu ao Palmeiras ser derrotado pelo Fluminense, na reta final do Brasileirão. A vitória dos cariocas abriu caminho para o título e para interpretações duvidosas quanto ao real empenho do Verdão na partida, podendo ter facilitado o confronto para dificultar o título para o arquirrival Corinthians. Ontem, Tite demonstrou frustração, mas não quis relembrar o assunto. “É uma frustração pessoal que eu tenho, não ter conquistado aquele título. Não quero responder essa pergunta. Não vou enrolar. Por favor”, pediu o técnico.