A CBF faz de tudo para se aproximar de Jair Bolsonaro. Já Tite quer distância do presidente eleito. Ao ser questionado se aceitaria encontrar o político em solenidade oficial antes ou depois da Copa América, o treinador foi direto.
"Não. Eu continuo com a mesma opinião. A minha atividade não se mistura e eu não me sinto confortável em fazer essa mistura. Não.", afirmou Tite.
Antes da Copa da Rússia, o treinador já havia quebrado uma tradição na Seleção Brasileira, que rotineiramente encontrava o presidente antes de embarcar para o Mundial. Desta vez, Tite se recusou levar os atletas para estarem com o presidente Michel Temer em Brasília.
A Copa América será disputada em junho no Brasil em cinco cidades. Depois da derrota na Rússia, o treinador precisa do título do torneio para se manter no cargo. No domingo (2), a CBF convidou Bolsonaro para entregar a taça de campeão do Brasileiro ao Palmeiras.
Pivô de uma série de escândalos de corrupção nos últimos anos, a entidade ainda não conseguiu estreitar laços com o novo governo. Os cartolas da confederação chegaram cedo ao estádio e aguardaram no camarote do clube o encontro. Tite se recusou a comentar sobre a participação de Bolsonaro na entrega do troféu no domingo. "Tenho opinião, mas não quero opinar, não devo opinar. Sei da minha posição, não quero", disse o treinador da Seleção.