Um protesto reuniu cerca de 200 torcedores do Cruzeiro em frente à Toca da Raposa II, na manhã de ontem, na reapresentação dos jogadores após a derrota no clássico para o Atlético (3 a 1), no Independência.
Os manifestantes chegaram antes da entrada dos atletas no centro de treinamento. As atividades começaram às 10h. A maioria não quis parar para conversar com os torcedores. Irritados, alguns organizados chegaram a dar socos nos carros do meia De Arrascaeta e do zagueiro Dedé.
Os torcedores levaram bandeiras, instrumentos musicais e cartazes. “Honrem nossa camisa”, pedia uma mensagem. “Salário em dia, futebol em atraso”, cobrava outro cartaz. Muitas organizadas marcaram presença, casos da Máfia Azul, da Torcida Jovem, da Pavilhão Independente, entre outras.
O Cruzeiro destacou seis seguranças para ficar na entrada da Toca II. Quatro viaturas da Polícia Militar também chegaram. O jogador mais cobrado foi o zagueiro Caicedo, que vive péssimo momento com a camisa celeste. Mano Menezes também foi muito criticado. Os torcedores cobram a saída dele. Na entrada, Mano preferiu não parar. Os torcedores também pediram a saída do presidente Gilvan de Pinho Tavares.
Pressionada, a diretoria liberou a entrada de alguns torcedores para assistir ao treinamento. O Cruzeiro vive uma temporada frustrante. Perdeu o Campeonato Mineiro para o maior rival, foi eliminado da Copa Sul-Americana para o modesto Nacional, do Paraguai, e está na 13ª posição do Campeonato Brasileiro, com 14 pontos, longe do objetivo do título.