Representante de um grupo de torcedores do Nacional procurou ontem o Ministério Público em Uberaba, com o objetivo de fazer com que os dirigentes do clube façam uma prestação de contas e expliquem alguns pontos considerados suspeitos quanto à venda de um terreno, anexo ao Estádio JK. Sebastião César Azevedo, o Serginho da Fogonaça, afirma que esteve ontem com o promotor José Carlos Fernandes, curador do Patrimônio Público, para tratar do assunto. Ele foi atendido pelo representante do Ministério Público, que lhe informou se tratar de um caso para a promotoria criminal. Assim sendo, uma audiência com o promotor Eduardo Pimentel foi marcada para às 17 horas de amanhã. Conforme Serginho, entre os pleitos dos torcedores está a realização de uma auditoria dos últimos 15 anos do clube. Na maioria deles, Carlos Nogueira Abocater esteve à frente da diretoria. Entretanto, a principal suspeita é quanto à irregularidade na venda de um terreno onde hoje funciona uma agência dos Correios, na avenida Marcus Cherém. “Queremos saber como foi feita a venda do terreno. A prestação de contas nunca apareceu”, disse Serginho. O torcedor ainda acusa a atual diretoria, incluindo os representantes do Conselho Deliberativo, onde Abocater é o vice-presidente, de não ter se empenhado em conhecer a proposta de um grupo de pessoas, encabeçadas pelo empresário Antônio Carlos Martins, interessadas em assumir o comando do clube. Conforme a proposta, o time seria dirigido pelo atual secretário de Esportes e Lazer, Rodolfo Cecílio, o Turkinho, e teria como membros Luís Alberto Cecílio, Dejalma Santos, Rodrigo Franco, José Alves Borges Zanata e Carlos Dalberto de Oliveira Júnior.