Uberaba Sport Club e Esporte Clube Mamoré serão julgados hoje pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MG), a partir das 19h, e podem ser punidos com multas entre R$ 100 e R$ 100 mil
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Henrique Saliba, consultor jurídico do América-MG, defenderá o Uberaba Sporte no TJD-MG
Uberaba Sport Club e Esporte Clube Mamoré serão julgados hoje pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-MG), a partir das 19h, e podem ser punidos com multas entre R$ 100 e R$ 100 mil, além da perda de um a dez mandos de campo. Os clubes respondem pela briga generalizada ocorrida no estádio Uberabão, ao término da partida entre as duas equipes (empate em 2 a 2), pela última rodada do Módulo II do Estadual, no dia 14 deste mês.
A sessão acontece em Belo Horizonte. O USC será representado apenas pelo advogado Henrique Saliba, que é consultor jurídico do América-MG e da equipe de vôlei Sada Cruzeiro. Nenhum diretor do Colorado estará presente. Para a defesa, Saliba adotou cautela. “A situação é complexa. O trabalho será de minimizar a punição, que certamente vai acontecer”, declarou.
O advogado espera conseguir reduzir a pena com o argumento que o clube fez tudo o que estava ao alcance. “Apresentaremos documentos para comprovar que o Uberaba tomou todas as providências para prevenir e reprimir desordens. Infelizmente, a situação fugiu do controle e o clube acaba pagando pela atitude desses torcedores que brigaram”, completou Saliba.
O presidente do Uberaba Sport, Leonardo Sivieri, acredita que o Colorado, inevitavelmente, será punido. “Em todos os jogos, nós fizemos tudo que foi pedido pela Polícia Militar e pelos Bombeiros. Vamos mandar as atas (das reuniões com os militares) para tentar minimizar o problema, que existe e não tem como fugir. Alguma penalidade vai haver”, afirmou Sivieri.
O Zebu está denunciado nos Artigos 206, 211 e 213 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD). Em suma, respectivamente, as acusações sã atraso do início da partida; deixar de garantir a segurança no estádio; e deixar de tomar providências capazes de reprimir e evitar atos de violência e invasão de campo. O Sapo responde apenas ao último item.
O árbitro do jogo, Ricardo Marques Ribeiro, relatou na súmula: invasão de campo por torcedores dos dois clubes; torcedores portando barras de ferro retiradas das passarelas do Uberabão; tijolos arremessados por torcedores; agressão física contra dirigentes; uso de gás de pimenta por parte da polícia; vidraças quebradas do vestiário usado pela equipe visitante; além de ameaças, tumulto e violência. Cabe recurso ao julgamento da Federação Mineira de Futebol (FMF), podendo chegar à instância do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD).