Uberaba e Nacional, apesar de serem “irmãos”, pois são filhos da mesma terra, cultivam uma rivalidade intensa. Os apaixonados torcedores das duas
Uberaba e Nacional, apesar de serem “irmãos”, pois são filhos da mesma terra, cultivam uma rivalidade intensa. Os apaixonados torcedores das duas equipes não costumam se misturar quando é de jogo no estádio Uberabão. De um lado, a Mão Preta, torcida do Naça. Do outro, o famoso Mar Vermelho formado pelos fiéis seguidores do USC.
No entanto, se a paixão de torcedor tende a aumentar a cada dia, os clubes vivem momentos distintos. Enquanto o USC, mesmo endividado, figura na elite do Futebol Mineiro e, nos últimos anos tem feito boas campanhas, inclusive conquistando dois títulos consecutivos da Taça Minas Gerais (2009/2010), além de disputar a Copa do Brasil pelo segundo ano consecutivo; o Naça, aos poucos, começa a se reerguer. Depois de algum tempo praticamente agonizando, uma reviravolta nos bastidores mudou a cara do clube.
O clássico desta tarde terá um gostinho especial para alguns atletas do Nacional. Marcelo Uberaba, Alemãozinho, Gagau e Juninho Ratinho, dentre outros, já estiveram do outro lado, vestindo a camisa colorada.
“Sem dúvida, será um clássico especial. Afinal, vestirei a camisa do Nacional contra o clube onde comecei a minha carreira”, declarou o atacante Gagau.
Mesmo sendo bem mais experiente do que o jovem Gagau, o zagueiro Marcelo Uberaba não esconde que está ansioso para o jogo de hoje. “É sempre bom participar de um clássico. Quero fazer um bom trabalho em campo e oferecer a vitória aos meus familiares”, contou o defensor.
Dois atletas revelados pelo Nacional estarão em campo logo mais, no jogo entre Colorado e Naça. Porém, hoje defendendo as cores alvirrubras, o lateral-direito Éder e o volante Balduíno esperam brilhar com a camisa do Zebu. Além deles, o diretor de Futebol do USC, Ernani Nogueira, é mais um que começou a carreira atuando no estádio JK, casa do alvinegro.
Para Éder, o mais novo xodó dos torcedores colorados, o carinho pelo Nacional sempre vai existir. No entanto, ele reconhece que precisa jogar bem para crescer dentro do USC e ganhar novas oportunidades na equipe titular. “Hoje defendo as cores do Uberaba Sport, por isso vou fazer o que sei e partir para cima deles, buscar o resultado, a vitória”, afirmou.
Já o diretor de Futebol do Zebu, que atuou como goleiro pelo Naça na década de 1970, quando iniciou sua carreira, também admite um grande carinho pelo clube que o revelou. Ainda assim, quando questionado, Nogueira revela que seu coração só tem espaço para um clube: o Uberaba Sport. “Eu sempre fui torcedor do USC. Vivi a vida inteira na região de Boulanger Pucci, mas o destino acabou me levando para o Naça. Foi uma grande fase, por isso tenho respeito e carinho. Mas sou Colorado, tanto que estou aqui, hoje, trabalhando”, completou.