Um quilômetro. Esta é a distância do Moisés Lucarelli para o Brinco de Ouro da Princesa, que separa pontepretanos de bugrinos. Hoje, às 16h20, eles estarão juntos novamente. Após 657 dias, Ponte Preta e Guarani voltam a disputar o clássico mais importante do interior paulista. Tempo mais do que suficiente para deixar mais de um milhão de campineiros com as atenções totalmente voltadas para o futebol.
Em semana de dérbi, a terceira maior cidade do estado para. Nos arredores do estádio da Macaca, palco da partida, torcedores se aglomeram para comprar ingressos, visitar a loja oficial do clube e festejar. No período da tarde, os mais fanáticos ainda se reúnem para um churrasco. No Bugre, a situação não é muito diferente. Crianças vão ao estádio apoiar os jogadores nos treinos, a procura por entradas é intensa e a venda de produtos licenciados dispara.
Se na cidade todos estão acostumados a viver este ambiente de dérbi, nos elencos de Ponte e Guarani poucos tiveram a oportunidade de passar por uma experiência como esta. Dos 22 titulares, apenas dois já jogaram o clássic o lateral-direito Guilherme, da Macaca, e o atacante Fabinho, do Bugre. Em 20 de junho de 2009, ambos ainda eram coadjuvantes de suas equipes, mas puderam atuar por alguns minutos. O suficiente para entenderem o que este jogo representa. A situação em 2009 era completamente oposta à de hoje. Na época, o Bugre liderava a Série B e a Ponte figurava em posições intermediárias. Atualmente, a Macaca ocupa a segunda posição no campeonato e vê o rival, há seis jogos sem vencer, na zona de rebaixamento. Desempenhos que serviriam de parâmetro para qualquer jogo, menos para o dérbi campineiro.