Valdívia usou o Twitter ontem para disparar uma série de críticas. Os alvos foram a diretoria do Palmeiras e torcedores que o cobram na internet. O meio-campista avisou que não assinará contrato com o Al Saad, do Qatar, e disse que não é "bichado", destacando que as lesões são comuns no futebol. O meia disse ter conversado com o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, na noite desta quarta-feira, e confirmou que seguirá no clube. “Tive uma reunião com o Tirone ontem (quarta-feira), na casa dele, e esclarecemos todos os pontos. Ele me disse que tinham pessoas que comentaram que eu queria sair e em nenhum momento disse isso. Se ele disse que não tem intenção de me vender, disse que não quero sair”, falou o meia.
O problema, segundo o Mago, surgiu quando dois empresários apareceram com a proposta do mundo árabe e que teriam dito que o Palmeiras já teria aceito vendê-lo. “Dois empresários me procuraram dizendo que o Palmeiras aceitou a proposta do Al-Sadd e fiquei triste. Quando eles me falaram isso, fiquei triste. Se voltei do mundo árabe, voltei para ficar”, declarou Valdívia.
O Al-Sadd fez proposta de 8,25 milhões de euros (R$ 19 milhões) para contar com o Mago, mas o Palmeiras não teria direito a todo o valor. O clube receberia 5,5 milhões de euros (quase R$ 13 milhões), pois o restante iria para o Al-Ain, dos Emirados Árabes Unidos, antigo clube de Valdívia – uma multa estava prevista em contrato para o caso de negociação com outra agremiação do Oriente Médio. E do montante destinado ao Palmeiras, 36% são reservados para o conselheiro Osório Furlan Júnior, dono desta porcentagem dos direitos econômicos do meia.