Vasco terá que vencer o Vitória e torcer pela derrota de pelo menos dois dos três rivais (Figueirense, Atlético-PR e Náutico) na disputa para se manter na elite do Brasileiro.
Um clube mergulhado em dívidas milionárias, dividido por uma ferrenha disputa política e recheado de desconhecidos – só neste ano, 80 jogadores foram registrados na CBF. Com esse enredo conturbado, o Vasco corre risco de amargar hoje o capítulo mais trágico dos seus 110 anos de história. Em 18º lugar, o time presidido por Roberto Dinamite terá que vencer o Vitória, a partir das 17h, em São Januário, e torcer pela derrota de pelo menos dois dos três adversários (Figueirense, Atlético-PR e Náutico) na disputa para se manter na elite do Brasileiro. Apesar da situação adversa, o estádio, inaugurado em 1927, estará lotado. Todos os 24.585 ingressos foram vendidos. “Essa é uma experiência pela qual não quero passar. A fase é delicada, o sofrimento será grande, mas vamos reagir. O Vasco é muito grande’’, disse Dinamite, eleito em junho, após mais de quatro anos de disputa judicial com Eurico Miranda pelo cargo. O presidente atribuiu a má fase do time a uma amarga herança do seu antecessor. Apesar de o clube ter uma dívida de cerca de R$ 200 milhões, que cresce R$ 3 milhões por mês somente no departamento de futebol, a diretoria contratou dezenas de jogadores em 2008. Mesmo assim, o time só decepcionou. Até agora, 56 jogadores entraram em campo com a tradicional camisa da equipe nas 67 partidas disputadas. Um número alto para o futebol brasileiro. “Não teve nem conversa. Manter o time em cima é obrigação de todos’’, disse o zagueiro Odvan sobre a decisão dos atletas de recusar a oferta da diretoria de premiação especial (cerca de R$ 20 mil para cada atleta em caso de permanência da equipe na Série A).