Se dentro de campo o Flamengo vem sendo a sensação nos últimos meses, fora dele outro clube carioca se transformou em fenômeno nas últimas semanas. Arquirrival rubro-negro, o Vasco fez uma audaciosa campanha para aumentar o seu quadro social e, em pouco mais de sete dias, quadruplicou o número de sócios-torcedores. Na terça (3), ultrapassou a marca de 150 mil associados e, após sair do oitavo lugar entre todos os clubes do Brasil, assumiu a liderança nesse quesito. O número surpreendente de adesões terá um impacto imediato nas finanças do clube.
"Antes da promoção, arrecadávamos R$1,3 milhão (por mês) com os sócios-torcedores. Agora, já duplicamos esse valor. Estamos correndo atrás para triplicar a arrecadação até domingo, última rodada do Brasileirão", disse ao Estado o diretor do programa de sócios do Vasco, Eduardo Sá. O clube terá quase R$3 milhões a mais em seus cofres por mês.
O montante arrecadado não acompanha proporcionalmente o aumento de associados porque o valor cobrado agora é 50% do valor normal. E é aí que mora um dos segredos do boom de associados: o Vasco aproveitou a semana da Black Friday para lançar a sua campanha de novas adesões.
A mobilização da torcida, de fato, surpreendeu. O Vasco faz uma campanha apenas mediana no Campeonato Brasileiro e a promoção veio restando apenas dois jogos do time em casa antes do final da temporada. Assim, o novo sócio praticamente só poderá se beneficiar do acesso facilitado aos jogos em fevereiro, quando começar o Campeonato Carioca. Apesar disso, no clube ninguém tem o receio que, após a explosão de novos associados, o fenômeno se reverta logo adiante. Isso porque a promoção prevê um período mínimo de seis meses de permanência como sócio, o que garantirá um aporte de recursos no período de menor fluxo de caixa, quando não há partidas oficiais.