A diretoria do Vasco recusou ontem, em reunião com representantes da Liga - grupo de investidores que possuem 45% dos direitos de Dedé - a proposta do Corinthians para contratar o jogador, de cerca de 8 milhões de euros (aproximadamente R$ 21 milhões). O Cruz-maltino pretende ainda adquirir a parte dos direitos do zagueiro pertencente a Liga, evitando, assim, o risco de perdê-lo neste primeiro momento. A diretoria já manifestou aos empresários que busca um parceiro para fazer este investimento. Por contrato, o clube tem a prioridade em exercer a compra da fatia.O Corinthians não participou da reunião no Rio de Janeiro. Os valores foram passados diretamente por um representante da Liga.
O diretor-geral Cristiano Koehler e o diretor-executivo René Simões concederão entrevista coletiva sexta-feira, às 14h, para falar sobre o assunto. “O Dedé representa um ídolo, uma liderança, uma referência importante para o Vasco e desejamos que ele fique. No contrato existe essa cláusula de saída, mas precisa ser algo bom para todos. Se o Vasco não quiser vender, pode adquirir essa parte do investidor. Então, se for o caso, buscaremos comprar essa porcentagem. Claro que vai ser difícil, mas vamos fazer isso com criatividade”, prometeu Cristiano Koehler, diretor-geral do clube.
Os direitos econômicos do zagueiro são divididos entre Vasco (45%), Liga Participações & Intermediações (45%) e Villa Rio (10%). Para que Dedé siga na Colina, o Cruz-maltino teria que comprar os 55% que não o pertencem por 3,8 milhões de euros (pouco mais de R$ 10 milhões), valor considerável inviável em meio ao processo de reestruturação financeira. “Se esse valor realmente aparecer na proposta, o Vasco tem a preferência de adquirir a parte dos investidores. Neste caso, a ideia é a de buscar alternativas para que isso aconteça. Mas volto a dizer que não pensamos na saída do jogador para agora”, encerrou Koehler.