A saída do meia Nenê é vista com bons olhos pela diretoria do Vasco apesar do status de ídolo do jogador junto aos torcedores. Isso porque o atleta, que não vem sendo muito utilizado pelo técnico Milton Mendes, tem um salário alto para a realidade financeira do Cruz-Maltino, principalmente para um jogador que não vem sendo escalado com frequência. Desde que manifestou o desejo de sair e disse ter uma proposta, o atleta vem sendo deixado de lado ainda mais.
Os custos com Nenê giram em torno de R$ 400 mil por mês. O Vasco já conseguiu equilibrar a folha salarial apesar das contratações do zagueiro Anderson Martins e do atacante argentino Andrés Rios. Isso porque as saídas do volante Bruno Gallo, que foi para o futebol do Catar, dos meias Julio dos Santos, que vai defender o Sportivo Luqueño do Paraguai, e Andrezinho, que foi para o Goiás, e do atacante Muriqui, que retornou para o futebol chinês, ajudaram muito as finanças do clube.
Caso Nenê seja negociado, o Vasco inclusive pode voltar ao mercado, apesar de o presidente Eurico Miranda dizer que o elenco está fechado, salvo alguma bela oportunidade do mercado. Isso porque, atendendo a um pedido de Milton Mendes, o clube tenta o empréstimo do meia Hyoran ao Palmeiras. O jogador, contratado após ser um dos poucos a escapar do acidente aéreo (estava lesionado e não seguiu viagem) que vitimou a maior parte do plantel da Chapecoense em novembro, vem sendo pouco utilizado por Cuca.