Após mais um fracasso diante do maior rival, o clima em São Januário, obviamente, não era dos mais animadores ontem. Os jogadores do Vasco não escondiam a frustração e não mostravam qualquer animação na atividade regenerativa após a derrota nos pênaltis para o Flamengo, no domingo.
Entretanto, apesar do semblante entristecido, os vascaínos garantem que a decepção já faz parte do passado. O meia Felipe afirma que o time não quer mais saber do resultado negativo e já concentra todas as suas atenções na partida de amanhã, contra o Atlético-PR, às 21h50, em Curitiba, no jogo de ida das quartas-de-final da Copa do Brasil. “Temos que esquecer o Flamengo, não queremos mais pensar nisso. Já faz parte do passado. O grupo ainda está muito chateado, é claro, mas está ciente que o foco agora é a Copa do Brasil. Já estamos com a cabeça no jogo do Atlético-PR. Se não pensarmos assim, podemos perder lá e ter um problema ainda maior”, disse o camisa 6, acrescentando.
O técnico Ricardo Gomes disse que gostaria de chegar à final da Copa do Brasil e ter do outro lado novamente o Flamengo. Seria a reedição da decisão de 2006 desta competição. Na ocasião, o Rubro-Negro levou a melhor. “Quando você é derrotado e dominado, é uma coisa. Quem sabe na Copa do Brasil nos enfrentamos novamente? Existe esta possibilidade”, disse o treinador.
Eleição. Após uma série de indefinições sobre possíveis listas de votantes, o presidente da assembleia geral do Vasco, Olavo Monteiro de Carvalho, responsável por direcionar os rumos eleitorais do cruzmaltino, convocou para 28 de junho a realização das eleições que irão definir os futuros presidente e vice do clube de São Januário.
De maneira indireta, conforme rege o estatuto do clube, os sócios vascaínos elegem a chapa vencedora, que indica 120 conselheiros, e a segunda colocada, que indicará 30. Esses 150 se juntam aos 150 conselheiros natos (beneméritos mais antigos), formando o colégio eleitoral de 300 membros que escolherá o presidente do clube, cuja posse está prevista para 1º de julho.