Endossando as afirmações de Ernani Nogueira, ex-diretor do Uberaba Sport, o vice-presidente do clube, Roberto Geraldino, negou que os dois teriam viajado a Santos, litoral paulista, para negociar possíveis parcerias com o clube praiano. Segundo Roberto, a viagem realmente foi programada, porém, por questões não citadas, precisou ser cancelada. “Não pudemos ir. Mas, se o Santos acenar com qualquer ajuda viável para o USC, conversaremos”, explicou. O dirigente aproveitou para desmentir as informações que davam como certa a saída de Michael Robin do comando da equipe e o fim da parceria com o grupo de investidores do qual ele é sócio. “O Michael continua, assim como tudo continuará do jeito que está. Já o Ernani não entregou o cargo, pois está apenas dando um tempo. Por estar exaltado naquele momento, ele pode até ter dito isso, mas, oficialmente, ele ainda é diretor do USC”, revelou, desmentindo também um possível racha dentro da direção colorada. “Ninguém pensa igual. Mas divisão não existe. Divergências acontecem em todos os lugares e aqui não é diferente. Mas pensar a partir de outro ponto de vista não significa estar dividido. Estamos todos com o pensamento focado em fazer a melhor campanha possível no Campeonato Mineiro”, completou. 2009. Programado para voltar aos trabalhos no dia 2 de janeiro, o elenco do USC ainda não tem lugar definido para realizar sua pré-temporada. Segundo Roberto, a próxima semana será utilizada para discutir e resolver esta pendência. A intenção, segundo ele, seria treinar em uma cidade vizinha, mas as possibilidades ainda devem ser estudadas. Para a disputa do Campeonato Mineiro do próximo ano, Roberto salienta a intenção da diretoria de contar com a ajuda do torcedor, sobretudo na compra dos carnês de ingressos para as partidas que o time fará no Uberabão. “Nosso torcedor cobra muito. Está na hora de nos dar um respaldo e fazer uma contrapartida às cobranças, fazendo jus a elas”, salientou. Contrato. Dentre as cobranças por parte da torcida está a publicação do contrato entre o USC e a WMS Sports. Roberto afirma não entender o porquê de tanto alarde com relação ao tema, já que muitos clubes optam por manter em sigilo seus contratos. “O contrato é a coisa mais simples do mundo. Temos nossos deveres e obrigações e eles também. Não há um porquê do sigilo, mas também não há um porquê de quebrá-lo. No futebol isso é muito normal, certas informações são guardadas para preservar clube, jogadores e parceiros”, explicou. Técnico. Evitando polemizar, o vice-presidente do USC preferiu não dizer se aprova ou não o trabalho do treinador Michael Robin. Para ele, é muito cedo para tirar conclusões. “Antes de fecharmos o time e começarmos a jogar, não dá para saber. Uma coisa é teoria, outra é prática”, encerrou.