Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho no Penta (Foto/Arquivo Ronaldinho Gaúcho)
A vitória do Brasil por 2 a 1 sobre o Japão, nesta segunda-feira (29), marcou o fim de um longo período sem viradas da Seleção Brasileira em partidas eliminatórias de Copa do Mundo.
O resultado garantiu a classificação da equipe para as oitavas de final e, para jogadores e integrantes da comissão técnica, mostrou a força mental do grupo durante a competição, segundo análise do jornalista Marcel Rizzo do "Estadão"
Para Marcel, a última vez que o Brasil havia conseguido vencer um jogo de mata-mata após sair atrás no placar foi na Copa do Mundo de 2002. Na ocasião, a seleção derrotou a Inglaterra por 2 a 1, nas quartas de final, com gols de Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, seguindo caminho até a conquista do pentacampeonato.
Desta vez, a reação aconteceu diante do Japão. Depois de sofrer o primeiro gol da partida, a equipe brasileira buscou a virada e garantiu a vitória por 2 a 1, avançando para as oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O próximo compromisso será no domingo (5), contra o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim.
Após a partida, os jogadores destacaram que a união do elenco foi determinante para a reação em campo. O volante Casemiro afirmou que o grupo atravessou um ciclo complicado, mas permanece unido e confiante.
Segundo o jogador, mesmo com o placar adverso, os atletas acreditavam que seria possível vencer a partida. Ele também ressaltou que o Brasil pressionou o Japão durante praticamente todo o confronto, apesar da forte marcação da equipe adversária.
O goleiro Alisson também destacou a postura da equipe. De acordo com ele, as conversas realizadas no intervalo ajudaram o grupo a identificar os ajustes necessários para o segundo tempo.
Ainda segundo o camisa 1, a equipe voltou para a etapa final com uma atuação melhor e com a convicção de que poderia conquistar a vitória antes da prorrogação ou da disputa por pênaltis.
Nesta edição da Copa do Mundo, a Seleção Brasileira conta com o trabalho da psicóloga Marisa Santiago na delegação. Ela integra a comissão técnica desde 2024, ainda durante a gestão de Dorival Júnior, e permaneceu no grupo sob o comando de Carlo Ancelotti.
Conforme a reportagem, Marisa realiza atendimentos individuais com os jogadores durante a concentração. Sua contratação foi uma iniciativa do diretor de seleções, Rodrigo Caetano, que já havia trabalhado com a profissional no Atlético-MG.
A presença da psicóloga na delegação é apontada como um dos fatores que contribuem para o fortalecimento emocional do elenco. Diferentemente das Copas de 2018 e 2022, a Seleção Brasileira conta nesta edição com esse acompanhamento psicológico integrado ao trabalho da comissão técnica.