Antes restrita aos clubes, a discussão sobre a mudança do sistema de disputa e volta do mata-mata ao Brasileiro também conquista aliados
A mudança no formato de disputa do principal torneio de clubes de futebol do país chegou ao Congresso Nacional. Antes restrita aos clubes, a discussão sobre a mudança do sistema de disputa e volta do mata-mata ao Brasileiro também conquista aliados dentro da CBF.
O diretor de ética e transparência da entidade, Marcelo Aro, é um dos que defendem abertamente a fórmula e trabalha para apresentar a seus pares um modelo que torne o campeonato mais atrativo e rentável. A princípio, mesmo sustentando o discurso de que o formato se encontra atendido pela Copa do Brasil, a resistência interna não é total.
O secretário-geral Walter Feldman – que também é deputado federal (PHS-MG) - não pretende tratar desse assunto no momento. O objetivo é debatê-lo no congresso que a CBF pretende organizar para debater o futebol nacional em janeiro. “Estou disposto a sugerir a volta do mata-mata no Brasileiro, mas preciso primeiro que me mostrem como fazer isso de maneira viável", afirmou Marcelo Aro.
Ele propõe um sistema que combine os pontos corridos ao longo de 38 rodadas com o mata-mata ao final. O formato não é exatamente novo e foi colocado na mesa em conversa entre clubes e federações, em março.
O retorno do mata-mata teve o apoio do Atlético-MG durante o evento. O time alvinegro é membro da comissão de clubes que se reuniu durante o primeiro semestre com o diretor financeiro da CBF, Rogério Cabloco, para discutir, dentre outros assuntos, a fórmula do campeonato. Outros que também fazem parte são Atlético-PR, Coritiba, Flamengo, Grêmio, Santos, Sport e Vasco. Eles sinalizavam inicialmente com uma medida para diminuir a resistência à mudança: uma premiação financeira ao melhor colocado na fase de pontos corridos.