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55% dos partos realizados no Brasil são cesarianos. Na rede privada, esse número sobe

Sandra de Sousa Batista Abud
Publicado em 10/05/2018 às 21:53Atualizado em 16/12/2022 às 04:14
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· 55% dos partos realizados no Brasil são cesarianos. Na rede privada, esse número sobe para mais de 84%. 66% das mulheres dizem ter preferência pelo parto normal no início da gravidez. A cesárea aumenta em 120 vezes a probabilidade de problemas respiratórios nos recém-nascidos, além de triplicar o risco de morte da mãe. A taxa de prematuridade brasileira é quase 2 vezes superior a dos países europeus. Uma mulher que tem o primeiro filho via cesariana tem 50% menos chance de ter o segundo parto normal.

· Salário mais baixo para as mulheres reduz PIB e o crescimento. Estudo calcula como o preconceito de gênero no mercado de trabalho freia a geração de riqueza em cidades do Brasil. Segundo pesquisa, entre 2007 e 2014, cada 10% de aumento na diferença entre salários, que tenha relação com o preconceito de gênero, reduz em cerca de 1,5% a expansão do Produto Interno Bruto per capita dos municípios brasileiros. Entre as capitais do país, Curitiba tinha a maior diferença em 2007. O sexo do trabalhador explicava 28% do hiato de remuneração entre homens e mulheres. São Paulo ocupava o terceiro pior indicador em 2007: 23%. Para ter uma ideia do efeito econômico deste fato, se a capital paulista tivesse, naquele ano, o mesmo indicador que Florianópolis, 15,4%, a renda média dos paulistanos subiria de R$ 52.797 para R$ 53.258 em 2014. Isto mostra que a discriminação contra a mulher não é apenas questão de injustiça social.

· Somente 5% dos idosos costumam ir ao cinema em cidades pequenas. Na França, idosos (47% dos habitantes de 65 anos ou mais) vão mais a museus, exposições e teatros do que jovens, diferente do Brasil. No Japão, os jovens passam mais tempo em atividades de lazer do que ou idosos. Nos EUA, as últimas estatísticas mostram que em 2016 os americanos de 75 anos ou mais foram os que passaram mais tempo em atividades de lazer: 7,6 horas por dia. Os números da Argentina se aproximam dos números brasileiros. Segundo pesquisa, só 5% dos brasileiros que têm mais de 60 anos e que habitam cidades com menos de 50 mil habitantes costumam ver filmes no cinema. O número é igual quando se trata de ir ao teatro, mas aumenta quando o lazer em questão são shows (15%). Há diversas hipóteses para a baixa frequência. Uma das mais significativas é a escassez de cinemas no país. Das 5.570 cidades brasileiras, somente 383 (6,9%) têm salas. Segundo a Ancine – Agência Nacional de Cinema, órgão do governo federal, sediado em Brasília –está decrescendo o número de cidades com até 50 mil habitantes que possuem cinema. Em 2007, eram 102 municípios (ou 2% do total). Em 2016, a cifra caiu para 54 (ou 1%). É mais comum, portanto, que os índices de frequência no cinema, no teatro e em shows subam entre idosos conforme cresce o porte da cidade. Em municípios com população entre 200 mil e 500 mil, por exemplo, 16% costumam ir ao cinema, e 17%, a shows. Segundo dados do IBGE de 2014, 23,4% das cidades brasileiras têm teatro. Entre municípios com mais de 500 mil habitantes, 97,6% têm cinemas. Nessas cidades, 27% dos idosos costumam fazer esse programa.

· Em Uberaba, índice de infestação do Aedes aegypti caiu de 8,7% em janeiro para 3,7% em abril. Apesar da redução, grande parte dos bairros ainda continua em estado de alerta devido à proliferação do mosquito.

(*) Psicóloga Clinica

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