Tenho acompanhado, juntamente com os demais munícipes, o imbróglio envolvendo a tal fábrica de amônia em nossa cidade. Tem conversa pra tudo quanto é lado. Uns acreditando na sua vinda de uma maneira irreversível, outros no sentido de que vai depender de outras questões políticas. Até concordo com o último argumento. Tudo gira em torno da política, aliado ao fator financeiro. Basta dar uma pequena observada na cidade vizinha de Uberlândia e fazer pequenas comparações. Olhe quantos políticos de destaque na nossa vizinha nos últimos 35 anos, tenho receio de nominar e acabar esquecendo algum ou alguns. Alguém pode querer contestar, mas é a mais pura realidade. Num passado não muito distante uma grande indústria de refrigerantes instalou-se naquelas paragens; do lado de cá instalou outra que foi crescendo e crescendo, mas pelo que ouvi teve que atravessar o rio Grande por questões tributárias. Outro exemplo a ser citad uma grande multinacional no ramo de tabaco - cigarro - fincou estacas na terra de Rondon Pacheco; aqui, tínhamos, falo no passado, pois não existe mais, instalamos uma de fumo, isso mesmo, fumo de palha, ou seja, sempre estamos levando fumo, na própria acepção da palavra. Hoje, com muito custo, temos a nossa Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM), com sete anos de idade; a deles é a Universidade Federal de Uberlândia (UFU), salvo engano com 40 anos, ou seja, sempre na dianteira, uma pequena dianteira, apenas 30 anos, três décadas. Imagine, caro leitor, em cada ramo, em cada segmento, o seu concorrente, o seu vizinho, com 30 anos à sua frente. Foi o que ocorreu com a gente. Perdemos na qualidade política e deu no que deu, três décadas de estagnação. Hoje, a “bola da vez” é a tal fábrica de amônia, gasoduto e alcoolduto, entre outros dutos, espero que não sobre pra nós o raloduto, o pepinoduto, merdaduto, etc. Faço um alerta para as nossas lideranças, principalmente as políticas, cuidado, muito cuidado, do contrário vamos contentarmos com um fábrica de acetona de fundo de quintal. É isso mesm uma fábrica de acetona de fundo de quintal; de quinta categoria para tirar esmalte das unhas das dondocas e colorir a cabeleira de alguns ilustres. Vai gerar uma meia dúzia de empregos e vai funcionar na clandestinidade, inclusive sem alvará municipal. Quando ocorrer algum gravame burocrático, o seu proprietário vai buscar socorro com algum vereador com a promessa de apoio na próxima eleição. Parece piada, mas não é, estou falando sério. Digo mais, nós temos quatros grandes políticos, presente de DEUS!! O rio Grande, a rodovia Anhanguera, a nossa posição geográfica. O último gostaria de não mencionar, mas tenho que ser verdadeir é estarmos perto de Uberlândia, ou seja, para chegar lá tem que passar por aqui. O dia que inventar uma maneira de chegar àquela cidade sem ter que passar por aqui, vindo de São Paulo, estamos ferrados. Para arrematar, o nosso governador e o ex - diga-se: o mister Bean - já estão beirando a terrinha na busca de votos para o ano que vem. Faço uma indagaçã qual a empresa que o governo mineiro - repita-se: Belo Horizonte - trouxe para nossa terra nos últimos 40 anos? Temos aqui na terrinha um campus da Universidade Estadual de Minas Gerais? Diante de tantas incertezas, fico temerário de que vamos ter sim uma fábrica de acetona ou de óleo de peroba para lubrificar a face dos nossos representantes. Entendeu? Quem usa lubrificante de peroba? Quem tem cara de pau!!! Estamos levando pau há muito tempo.