O que você sente? Raiva? Ira? Cólera? Qual é o tamanho da sua raiva? Você é um Hulk em potencial
O que você sente? Raiva? Ira? Cólera?
Qual é o tamanho da sua raiva?
Você é um Hulk em potencial, com ímpetos destruidores, incontroláveis, quando dominado por esse sentimento?
Os que interiorizam a raiva voltam-na contra si próprios, em uma espécie de autopunição, como se merecessem passar por essa contrariedade. Outros existem que direcionam sua ira contra alvos equivocados, indefesos, como crianças ou subalternos. São raros os que se voltam contra aquilo ou quem tenha, de verdade, causado a raiva, trabalhando construtivamente para a sublimação desse sentimento. É interessante exteriorizar a raiva, pois pequenas mágoas acumuladas podem ir se avolumando, até resultar em um acesso explosivo de raiva, inesperadamente.
Olhares curiosos, reprovadores, sem admiração e apoio acompanham ataques de cólera. E o raivoso? Lívido, respiração ofegante, mãos frias, boca amarga e um desagradável aperto no estômago. Não é esse estado de estrese que é experimentado nos momentos de raiva?
A raiva é inata ao ser humano. O bebê, aos berros, já manifesta sua ira quando suas necessidades são frustradas, usando a raiva como defesa.
A raiva é também uma atitude vingativa com relação às frustações, e ao que origina estas frustações, porém, essa vingança assume aspecto negativo, voltando-se contra a própria pessoa, contra os amigos e contra os inimigos, nos três aspectos do tempo – passado, presente e futuro.
Encontrar uma maneira de demonstrar nossa insatisfação é muito importante.
Como controlar a raiva?
São interessantes algumas sugestões de reações a provocações raivosas tais como “Você está com algum problema?”; “não gostei do comentário ou da brincadeira”. Tudo isso pode ser dito sem exaltação, num tom de voz normal e com firmeza, sem se deixar contaminar pelo veneno da raiva. É um treinamento bastante útil para enfrentar as pessoas próximas e melhorar as relações de convivência.
A raiva nem sempre é expressa, muitas vezes torna-se subentendida a um simples olhar, e o outro pode atribuir significados àquele gesto, sem sequer discutir e entender o verdadeiro sentido do sentimento. Não se deve deixar que a raiva se transforme em uma criadora de estados raivosos, se cercando de desgraças, reproduzindo em si estados irados que, aos poucos, vão se tornando naturais.
Não se irrite à toa!
(*) Psicóloga Clínica