Caro amigo, leitor. Nunca escondi o meu lado cristão. Aliás, faço questão de enaltecer que quando nasci, e já faz um bom tempo, os meus pais e avós já eram crentes da Congregação Cristã no Brasil. Gosto de dizer isso com muita honra e alegria, mais ainda, respeito todas as religiões e manifestações de pensamento que enaltecem a paz e o amor ao próximo, seja ele quem for. Daí, imbuído nesta conduta de viver a vida, resolvi escrever alguma coisa sobre o período do Natal. Lembro-me da minha infância, na cidade de Igarapava, dos dias que antecediam a data de nascimento do Menino Jesus. Quero deixar registrado que essa data é simbólica, sei disso há muito tempo. Há controvérsias e mais controvérsias sobre a data de nascimento do nosso Criador, o filho de Maria e José, concebido à luz do Espírito Santo. Todavia, verdadeiramente, esquecendo esses pormenores de datas e calendários, ninguém duvida do seu nascimento e de sua crença de pregação de fé e amor ao próximo, dos seus exemplos e de suas obras. Do seu primeiro milagre transformando água em vinho, do seu batismo realizado por João Batista, numa visão profética de que ELE era o filho de DEUS, o enviado que deveria morrer na cruz em detrimento dos nossos pecados. Vou mais longe ainda, no tocante aos nossos desígnios nessa vida terrena, ante os exemplos de vida e conduta calcados no livre arbítrio de cada um. Vez ou outra faço a seguinte observaçã nasci num lar eminentemente cristão, numa família de nove irmãos; tenho três irmãs e dois irmãos médicos, uma professora, outra odontóloga, e o último irmão comerciante na praça do Mercado nessa cidade. Num primeiro momento cursei Odontologia. Terminei o curso e fui fazer Direito, para ser advogado tributarista, trabalhar para grandes empresas nas chamadas defesas tributárias. O destino levou-me para a advocacia criminal. No seio familiar, alguns parentes alegam que sou a ovelha negra. Tentando afirmar que depois de ter feito Odontologia, deveria ter feito o curso de Medicina, ou seja, mais um médico na família, juntando-se aos irmãos e, agora, mais três sobrinhas médicas. Nunca me arrependi do caminho escolhido nessa trajetória pela advocacia criminal. Jamais me arrependerei. Nesta caminhada não tem nada fácil, tudo é muito difícil e penoso. Muitas lágrimas deixadas pelas mães desoladas, pelos pais desnorteados ante a atitude dos filhos, pelas irmãs, pelos irmãos, todos, numa única voz clamando pela defesa dos seus queridos. Não posso deixar de esquecer pelo choro das vítimas, algumas não tiveram, sequer, a oportunidade de chorar. Foram arrebatadas, executadas sem dó e piedade, deixando marido, esposa, filhos e netos na orfandade. Neste sentido, nesse aspecto, que peço a consideração e o respeito das pessoas que leem o que escrevo neste espaço, mais ainda, a profissão que escolhi. O filho de DEUS defendeu a suprema pecadora diante dos seus algozes. É tempo de Natal, é tempo de fazer um balanço das atitudes e dos discursos defendidos. Ter muito cuidado com a chamada opinião pública, com a voz da turba. É essa mesma turba e opinião pública que estavam no pé da cruz, gritand crucificai, crucificai. Peço bom senso e equilíbrio, o pau que bate no Chico tem que bater no Francisco. Feliz Natal! Tudo de bom, e que a paz do Cristo esteja em nossos corações!