Caro amigo leitor, continuo respirando
Caro amigo leitor, continuo respirando pela graça e com a graça do Criador, pela alegria de muitos e tristeza de uns poucos. Não tem sido nada fácil. Pensei muito sobre o tema acima intitulado, ou seja, deveria ou não escrever sobre o assunto. Achei melhor escrever, acredito que vou ser compreendido; do contrário, desde já, peço desculpas pelos interesses contrariados, lembrando que vivemos numa democracia. Primeiramente, vou tentar explicar para o leitor não feito e afeto ao juridiquês. Foro é o local onde as demandas judiciais caminham, melhor dizendo, o local de tramitação das causas; fórum é o prédio, a construção física, onde as demandas e outras coisas ficam depositadas, melhor dizendo e explicand é aquela espelunca velha, insalubre e inóspita localizada na rua Lauro Borges, colocando em risco a vida das pessoas que ali frequentam. Triste lembrar que, pelo andar da carruagem, vamos ter que aturar a tal da espelunca por mais tempo do que imaginado e torcer para que nenhuma tragédia aconteça. O último, fosso, não precisa de muito raciocínio, basta imaginar nas coisas que necessitamos descartar, excretar; sob minha ótica recordo-me de fezes. Ah! quero deixar bem claro e explicado que acredito e confio no Poder Judiciário do meu país; não estou com hipocrisia, acredito de verdade na Justiça brasileira, do contrário, mudaria para Cuba, Albânia, Bolívia, Venezuela, etc. e etc. Pois bem, a palavra foro, na minha convicção, é uma coisa mágica, íntima, suprema e sublime. Daí, lembro do julgamento do mensalão – os PeTralha$ e companhia -, fico feliz, satisfeito, imaginando que houve justiça e uns poucos vão pra cadeira; mesmo assim, o saldo foi positivo. Quando penso em fórum, lembro dos grandes palácios da justiça, os grandes castelos, verdadeiras fortalezas espalhadas por essa imensidão, com aqueles vidros reluzentes, segurança total, todo mundo de terno e gravata. Caso queira ou necessite entrar, tem que submeter-se a um rigoroso protocolo palaciano. De imediato, penso na pocilga do nosso fórum Mello Viana, uma tristeza danada. O tribunal do júri com aquele cheiro insuportável, dotado de um único banheiro – mistão no jargão popular -; o primeiro que usa deixa sua marca registrada; o segundo, não dá para citar nesse espaço o que deixa depositado e registrado. Tenha paciência!! Por último, o termo fossa, não difere de muitas coisas que acontecem nos foros e fóruns desse imenso país chamado Brasil, principalmente, numa planície da região central. Já escrevi neste espaço que temos uma legislação sobre a total transparência das coisas públicas, principalmente, no Poder Judiciário; referida legislação em vigor há mais de um ano. Todavia, confesso, que até hoje não sei quanto recebe um magistrado ou promotor desse imenso país por ano de trabalho; se recebe auxílio alimentação, fraldão, moradia, diária de viagem, etc. e etc. Se alguém do Poder Judiciário ou do Ministério Público, quiser manifestar-se, o espaço é livre. Desejo e quero uma Justiça livre e soberana; um Ministério Público que corte na própria carne se for preciso; jamais um sistema comunicante de foro, fórum e fossa. Não tem narina que aguente. Viva a transparência com a coisa pública. Repit acredito no Poder Judiciário.