GERAL

Acusado de tentar matar a ex é absolvido pelo júri popular

Um dos pontos altos do julgamento foi o depoimento da vítima, a ex-mulher do acusadoJaqueline Beatriz Soares Martins; ela afirmou que o ex-marido não tinha a intenção de matá-la

Daniela Brito
Publicado em 19/09/2014 às 01:14Atualizado em 17/12/2022 às 03:36
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Tribunal do Júri absolveu ontem Reinaldo Virgílio da Silva Júnior no Fórum Melo Viana. Ele foi submetido a júri popular pela tentativa de homicídio duplamente qualificado de Jaqueline Beatriz Soares Martins. O julgamento foi presidido pelo juiz Fabiano Garcia Veronês, da 2ª Vara. O crime ocorreu no dia 15 de julho de 2013, no bairro Cidade Ozanan.

De acordo com a denúncia, o acusado não teria admitido o fim do relacionamento com a vítima, que durou quase treze anos. Ele a procurou no serviço e a chamou para conversar em uma praça. Ao chegarem ao local, desferiu seis tiros contra a ex-mulher.

O réu foi defendido pelos advogados Leuces Teixeira de Araújo e Juliana Castejon que utilizaram como estratégia o fato de que ao acusado não teria agido com dolo, ou seja, intenção. A acusação foi desempenhada pelo promotor de Justiça Roberto Pinheiro da Silva Freire.

Um dos pontos altos do julgamento foi o depoimento da vítima, a ex-mulher do acusado. Ela afirmou que o ex-marido não tinha a intenção de matá-la, pois, teria feito, já que no dia do crime, ela chegou a cair no chão ao fugir do primeiro disparo de arma de fogo, que lhe atingiu o braço, e não o fez. A vítima disse que o disparo só ocorreu após ela avançar contra o acusado, destacando que o tiro teria sido acidental ou para assustar as pessoas que vinham ao seu socorro. Jaqueline Beatriz também afirmou que Reinaldo Virgílio é um bom pai e os filhos, sempre quando realizam a visita social na penitenciária, chegam felizes. Ela ainda não descartou uma possibilidade de reconciliação com o esposo, ao ser questionada pela defesa, durante o depoimento.

O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri absolveu o acusado sem levar em conta os argumentos da defesa.  

Diversos familiares do casal acompanharam o julgamento. Em alguns momentos, bateram palma durante as colocações da defesa e, após a leitura da sentença, a absolvição foi comemorada.

A decisão ainda cabe recursos, por parte da acusação, no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).

Em janeiro do mesmo ano, o acusado já havia tentado matar a ex-mulher jogando álcool na sala e na cozinha e ameaçado atear fogo na casa. O assassinato só não foi consumado porque a mulher acionou a Polícia Militar.

 Tribunal do Júri será retomado na segunda-feira. A pauta de julgamento será retomada na próxima terça-feira (23) no Fórum Melo Viana. Quem senta no banco dos réus é Helder José de Oliveira. Ele será submetido a júri popular pela tentativa de homicídio contra Elisabete de Oliveira Guimarães. O réu será defendido pelos advogados Guilherme de Almeida e Cunha e Antônio Joviano dos Santos.

A pauta pertence à 2ª Vara Criminal, cujo titular é o juiz Fabiano Garcia Veronês.

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