Matheus Milanez viralizou nas redes após pedir tempo para ‘jantar’ durante julgamento da trama golpista no STF
Advogado Matheus Milanez, que defendeu Augusto Heleno, deve concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
BRASÍLIA - O advogado Matheus Mayer Milanez, responsável pela defesa do general Augusto Heleno, se filiou ao Republicanos para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados pelo Distrito Federal. O anúncio foi feito na última quarta-feira (1/4) pelo presidente do partido no DF, Joaquim Mauro.
“Hoje, recebemos a filiação do advogado criminalista Matheus Milanez, pré-candidato a deputado federal, que chega para somar com preparo, compromisso e seriedade na construção de um projeto político sólido para o DF!”, publicou, nas redes sociais.
Milanez coordenou a defesa de Heleno durante o julgamento da trama golpista na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em setembro do ano passado. Ele viralizou nas redes sociais ao pedir para o relator, ministro Alexandre de Moraes, o adiamento de uma das sessões para poder “minimamente jantar”.
Ao negar a solicitação, Moraes respondeu, em tom irônico: “Vamos ver se nós terminamos amanhã, aí o senhor tem quarta-feira para tomar um belo brunch”. No dia seguinte, quando Milanez pediu a palavra, o ministro novamente ironizou: “doutor, o horário do almoço ainda está longe”. Na sequência, o advogado ressaltou: “fique tranquilo, que a exemplo de Vossa Excelência eu tomei um brunch reforçado”.
Durante o julgamento, Milanez defendeu a inocência de Augusto Heleno e criticou o papel de Moraes no processo. Ele sustentou que o relator teria sido mais ativo na produção de provas do que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a quem coube a denúncia
Condenado a 21 anos de prisão por golpe de Estado, Heleno está em prisão domiciliar humanitária desde o último dia 22 de dezembro. Moraes estendeu ao general o mesmo benefício dado ao ex-presidente Fernando Collor de Mello após a Polícia Federal concluir em uma perícia médica que o ex-ministro tem limitações de mobilidade, instabilidade de marcha e risco de queda.
Fonte: O Tempo