Estrutura de fibra de vidro é piloto de projeto que pode reduzir uso de torres alugadas e dar mais agilidade à expansão das redes 4G e 5G
Estrutura de fibra de vidro é piloto de projeto que pode reduzir uso de torres alugadas e dar mais agilidade à expansão das redes 4G e 5G (Foto/Divulgação Algar)
A Algar colocou em operação, em Uberlândia, a primeira torre de um novo modelo de infraestrutura para a rede móvel que utiliza fibra de vidro e material reciclado. Instalada no Setor Industrial Leste III, a estrutura funciona como projeto-piloto e será avaliada antes de uma eventual adoção do modelo em maior escala.
Batizada de Projeto Torre Verde, a iniciativa busca alternativas às torres convencionais utilizadas pela operadora. Além do aspecto ambiental, a mudança tem uma motivação operacional: reduzir a dependência de estruturas alugadas e tornar mais ágil a expansão das redes 4G e 5G.
Segundo a Algar, a torre desenvolvida em parceria com a TecFibras tem 30% de conteúdo reciclado na composição. A empresa calcula que cada estrutura reaproveite material equivalente a cerca de 30 mil garrafas PET e 2,5 mil garrafas de vidro.
A fibra de vidro também é mais leve e resistente à corrosão que materiais empregados em estruturas tradicionais, características que, segundo a companhia, podem diminuir a frequência de manutenções e substituições. A proposta prevê ainda instalações nas quais os equipamentos da rede móvel dispensem grandes armários técnicos no nível do solo, reduzindo o espaço ocupado pela infraestrutura.
Nesta primeira etapa, porém, a tecnologia ainda está em prova de conceito. A Algar acompanhará o desempenho da torre em condições reais de operação antes de definir se o modelo será ampliado. Até o momento, a empresa não informou o investimento feito na estrutura, quanto tempo durará a avaliação nem estabeleceu cronograma para implantação de novas unidades.
O projeto também não se limita às torres de fibra de vidro. A companhia informou que estuda outras formas de instalação da infraestrutura móvel, entre elas o aproveitamento de topos de edifícios e o compartilhamento de estruturas já existentes.