VIGILÂNCIA SANITÁRIA

Anvisa proíbe “chip hormonal” e apreende canetas emagrecedoras e outros medicamentos falsificados

Medidas incluem recolhimento de produtos irregulares, suspensão de vendas e novas orientações sanitárias

Publicado em 20/02/2026 às 16:53
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta sexta-feira (20) uma série de determinações que envolvem proibição, apreensão e recolhimento de medicamentos e produtos irregulares em todo o país. As decisões, divulgadas no Diário Oficial da União, atingem itens usados no tratamento de câncer, diabetes, obesidade, estética e também produtos vendidos como naturais.

Entre as medidas, a agência proibiu a manipulação, venda e uso de implantes com o hormônio nesterona, conhecidos como “chip hormonal”. Segundo a Anvisa, a substância não passou por avaliação e aprovação quanto à segurança e eficácia para esse tipo de uso. Os estoques existentes devem ser recolhidos.

A Anvisa também identificou lote falsificado de canetas emagrecedoras usadas no tratamento do diabete e da obesidade (lote D838838). Foram observadas falhas na impressão das embalagens e divergências na data de validade. O lote foi apreendido, com proibição de comercialização, distribuição e uso.

Outro caso envolve o medicamento Enhertu (lote 416466), indicado para tratamento de câncer, que apresentou frascos fora do padrão e tampa metálica diferente da original. A fabricante Daiichi Sankyo Brasil informou que o lote não corresponde a produtos fabricados ou distribuídos por fornecedores homologados e disse colaborar com as investigações após comunicar a agência sobre a suspeita.

Também foram confirmadas irregularidades em lote do Botox (C7936C3), com datas de fabricação e validade divergentes das originais, conforme comunicado da ABBVIE Farmacêutica. No caso do imunoterápico Opdivo, os lotes ACW7159 e ACS8612 foram considerados possivelmente adulterados após notificação da fabricante, levando à apreensão e proibição de uso.

As medidas incluem ainda a apreensão de anabolizantes e hormônios sem registro, como boldenona, oxandrolona, testosterona, anastrozol e oximetolona, além de um lote de tirzepatida 15 mg sem identificação de fabricante regular. Produtos vendidos como “naturais”, entre eles versões de “Ozempic natural”, ora-pro-nóbis, ginkgo biloba e maca peruana, também tiveram a comercialização proibida por falta de registro. A Anvisa orienta que pacientes, clínicas e farmácias verifiquem lote, procedência e integridade das embalagens e comuniquem suspeitas às autoridades sanitárias.

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