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Após 1 ano, mortes de Izabella Gianvechio e dos gêmeos aguardam julgamento

Defesa dos acusados pode alegar excesso de prazo na formação de culpa, mas acusação descarta possibilidade de soltura deles

Thassiana Macedo
Publicado em 28/02/2016 às 18:48Atualizado em 16/12/2022 às 19:55
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 Arquivo/JM

Acusados Matusalém Ferreira Júnior e Antônio Moreira Pires continuam presos em Tremembé, à espera de julgamento

As mortes da comerciária Izabella Gianvechio, 22 anos, e dos seus filhos gêmeos Ana Flávia e Lucas, de apenas dois meses, completaram um ano no último dia 12 de fevereiro, assim como o período de instrução processual. Todas as provas já foram anexadas ao processo, que está a cargo do Tribunal de Justiça de São Paulo, visto que o crime ocorreu no município de Aramina. A defesa é feita pelo advogado Marcus Fernandes Júnior. A acusação não acredita na hipótese de os acusados serem soltos.

De acordo com o advogado Vitor Rachid Colucci Daher, que atua como assistente de acusação a pedido da família das vítimas, a alegação de excesso de prazo na formação da culpa pode ser usada pela defesa, a qual cabe em qualquer processo penal. “Neste processo específico, considerando a sua complexidade, que os acusados estão presos em comarcas distintas de onde foi cometido o crime, a realização de diversas perícias e a expedição de várias cartas precatórias, admite-se elasticidade do prazo, ou seja, para a conclusão do caso e para a sentença de pronúncia. A meu ver, o feito está caminhando a passos largos”, avalia.

Para Rachid, a qualquer momento o juiz poderá dar permissão de vista às partes para apresentação das alegações finais, visto que não há limitação de prazo definida em lei para a instrução, sendo que o tempo é estipulado com base na circunstância processual e na complexidade de cada situação.

Conforme foi apurado em investigações da Polícia Civil de Uberaba, Izabella Gianvechio foi morta no meio de um canavial, à margem da rodovia José Schavoleto, município de Aramina (SP). Já o casal de recém-nascidos foi assassinado no meio de vegetação à margem da mesma rodovia, a poucos quilômetros do local onde a comerciária foi executada.

Ainda segundo a PC, a mãe e as crianças saíram de Uberaba na companhia de Matusalém Ferreira Júnior e Antônio Moreira Pires, vulgo “Pedrão”. O primeiro é acusado de contratar o segundo para matar mãe e filhos. A motivação seria o fato de Matusalém ter uma audiência na Justiça referente a um processo de reconhecimento da paternidade dos gêmeos.

O empresário e a comerciária tiveram um caso passageiro, que, segundo ela, teria gerado as duas crianças. Os dois acusados se encontram presos em penitenciária de Tremembé (SP), aguardando o andamento do processo.

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